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Grampo no STF derruba cúpula da Abin

Por Jadyr Pavão 1 set 2008, 20h01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta segunda-feira afastar temporariamente toda a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), inclusive seu diretor, Paulo Lacerda. A edição de VEJA desta semana mostra que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, teve ligações interceptadas ilegalmente pela agência.

A decisão só foi tomada depois de várias reuniões realizadas nesta segunda-feira. Lula estava sendo pressionado, principalmente, pela oposição, que ameaçava denunciar o presidente por crime de responsabilidade ¿ o que abriria caminho para possível processo de impeachment -, caso ele não tomasse uma atitude.

O afastamento da cúpula da Abin foi comunicado pelo Palácio do Planalto ao presidente do STF logo depois de ele ter se reunido com o Conselho de Ministros do Supremo. Em nota, a assessoria da Corte informou que os ministros aguardariam ¿as providência exigidas pela gravidade dos fatos¿.

Além da interceptação da conversa de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), teriam sido grampeados o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), os senadores Tião Viana (PT-AC), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Álvaro Dias (PSDB-PR). Os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, José Múcio, além do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carbvalho, também teriam ligações interceptadas pela Abin.

Em reunião pela manhã com o presidente do Supremo e outros ministros, Lula manifestou sua indignação e preocupação com o episódio dos grampos. À tarde, o encontro foi com senadores, que também cobraram uma atitude imediata do presidente.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, já havia autorizado a realização de uma sindicância interna para apurar a responsabilidade da Abin no grampo e solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito. Paulo Lacerda, diretor da Abin, assumiu a diretoria-geral em 2007 com a incumbência de controlar melhor a agência.

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