Governo do Rio suspende aumento da passagem de metrô
Reajuste virou motivo de revolta dos usuários do transporte
O governador Cláudio Castro (PL) anunciou a suspensão do reajuste da tarifa do metrô do Rio, que subiria de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir de 12 de abril. A decisão, divulgada após a Agetransp homologar o aumento previsto em contrato, terá um custo de R$ 37 milhões em subsídios públicos, viabilizados pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram). Mesmo com a anulação do aumento, o valor da passagem permanece o mais alto do país.
“Manter a tarifa do metrô em R$ 7,90, mesmo diante das restrições orçamentárias, é uma decisão que coloca o interesse do passageiro em primeiro lugar e demonstra nosso compromisso com uma política tarifária responsável e sensível à realidade da população”, destacou Castro. A tarifa social de R$ 5 foi renovada para usuários do Bilhete Único Intermunicipal com renda de até R$ 3.205,20.
A concessionária MetrôRio argumenta que, embora a passagem carioca seja a mais cara do Brasil, a chamada “tarifa regulatória” — valor necessário para cobrir os custos operacionais — é a mais baixa do país. Segundo a empresa, isso ocorre porque o governo estadual investe menos em subsídios em comparação a outros estados, o que contrasta com a realidade de capitais como São Paulo (R$ 5,40), Belo Horizonte (R$ 5,80) e Brasília (R$ 5,50).
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários (Agetransp), por sua vez, defende a ampliação dos subsídios públicos para todos os usuários, não apenas para os beneficiários da tarifa social.





