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Em Maceió, afundamento diminui de ritmo, mas alerta se mantém

Defesa Civil informa que segue monitorando região pelo risco de colapso iminente da mina

Por Redação 2 dez 2023, 21h53 • Atualizado em 2 dez 2023, 21h54
  • A Defesa Civil de Maceió informou por meio de boletim emitido às 18h que a velocidade vertical de afundamento do solo está em 0,7 centímetros por hora, a mesma do boletim anterior. Com isso, foi registrada uma diminuição na velocidade de afundamento de terra. Durante a semana, esse número chegou a 50 centímetros por dia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 11,8 centímetros de deslocamento.

    O afundamento ocorre principalmente no bairro Mutange, onde está localizada a mina número 18 de exploração de sal-gema pela empresa Braskem. A Defesa Civil informou que segue em alerta máximo pelo risco de colapso iminente da mina. “Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, reforçou o órgão.

    Na madrugada deste sábado, 2, um novo abalo sísmico, com magnitude 0,89, foi registrado a 300 metros de profundidade, havia informado a defesa civil mais cedo.
    O abalo foi mais intenso do que o registrado na noite de sexta-feira, dia 1º. O problema ocorre principalmente na área do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no Mutange. Três sensores no local continuam apresentando alertas de movimentação.

    Na sexta, a Braskem confirmou que pode ocorrer um grande desabamento na área. É possível também que a área da mina se acomode e estabilize o afundamento, segundo a empresa.

    Colapso

    Desde o fim da semana existe a expectativa por parte dos órgãos de Defesa Civil de que a cavidade da mina 18 entre em colapso a qualquer momento. A situação é mais grave nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram nos últimos abalos sísmicos devido à movimentação da Mina 18 da Braskem.

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    A prefeitura de Maceió declarou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina 18, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. O governo federal também reconheceu o estado de emergência na capital alagoana.

    Em nota, a Braskem disse que continua mobilizada e monitorando a situação da mina 18, tomando as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira, 28. A empresa ressalta que a região está desabitada desde 2020.

    “Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.

    (Com Agência Brasil)

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