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Duda Mendonça fez – e continua fazendo

Doação pedida pelo presidente Temer à Odebrecht foi usada para pagar ao marqueteiro baiano em conta secreta no exterior — de novo

Por Thiago Bronzatto, Robson Bonin 17 dez 2016, 08h55

A edição de VEJA desta semana mostra como o marqueteiro Duda Mendonça, embora escaldado pelo escândalo do mensalão, recebeu dinheiro sujo por seus serviços prestados à campanha do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao governo de São Paulo em 2014. Executivos da Odebrecht revelaram em delação premiada assinada com a Operação Lava Jato que parte dos 6 milhões de reais injetados pela empreiteira na campanha de Skaf a pedido do então vice-presidente Michel Temer foram destinados a Mendonça em uma conta no exterior. No mensalão, em 2005, o marqueteiro admitiu o recebimento de 10,5 milhões de reais em uma conta secreta nas Bahamas.

Denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acabou absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão. No petrolão, depois de ver o pupilo João Santana passar seis meses preso por receber dinheiro da Odebrecht fora do país, Duda Mendonça já sinalizou ao Ministério Público que quer contribuir com as investigações para reduzir eventual pena.

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