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Dossiê na mira da PF. No Senado, 2ª CPI

Por Giancarlo Lepiani
7 abr 2008, 08h52

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, anunciou nesta segunda-feira a abertura de um inquérito para apurar o caso do dossiê das contas do governo FHC. A investigação da PF, porém, será sob medida para agradar o governo — afinal, deve apurar apenas o vazamento das informações produzidas no Planalto, e não a autoria do dossiê dentro da Casa Civil. “O foco é o vazamento, o que constitui um crime flagrante”, disse ele.

O governo queria a entrada da PF na apuração, mas para investigar quem tirou os dados da Casa Civil, e não a montagem do dossiê que reunia informações dos gastos do antigo governo. A montagem do dossiê, revelada por VEJA no mês passado, colocou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em situação complicada. “A manipulação de dados no âmbito das repartições, enquanto não vazar, não é crime”, disse Corrêa nesta segunda.

Na semana passada, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que era ministro do antigo governo, pediu à Superintendência da PF em seu estado a abertura de uma investigação de todos os fatos relacionados ao caso, desde a montagem do dossiê até o vazamento. A ministra Dilma já havia “encomendado” a investigação à PF — em uma declaração recente, deixou claro que esperava ver apenas o vazamento na mira dos agentes, e não a montagem do dossiê.

Nova CPI – O caso também deve movimentar o Congresso nesta semana. Em entrevista publicada nesta segunda pelo jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou que não será obstáculo à instalação de uma nova CPI sobre o escândalo dos cartões, desta vez só para senadores. A comissão mista, com maioria governista, bloqueia todas as tentativas de apuração.

“Vou ler o requerimento e colaborar para instalar a comissão”, prometeu Garibaldi. “Não se deve segurar CPI. Quem tiver de morrer de inanição que morra. E quem tiver o destino fatal que termine de se acabar.” O requerimento deve ser lido na terça. Garibaldi disse que ficaria “desmoralizado” se impedisse a abertura da CPI pela oposição. A base aliada ao governo tentava manobrar para impedir a segunda CPI.

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