Defesa de Buzzi diz que afastamento é ‘arriscado precedente’ para o STJ
Advogados criticaram a decisão do tribunal de tirar das funções o magistrado acusado de assédio sexual por duas mulheres
A defesa do ministro Marco Buzzi afirmou que o seu afastamento, determinado pelo STJ nesta terça-feira, cria um “arriscado precedente” para o tribunal, por ter ocorrido “antes do crivo do pleno contraditório”.
Os advogados Maria Fernanda Saad Ávila e Paulo Emílio Catta Preta também afirmaram que a medida era desnecessária, “diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico”.
Buzzi é investigado por duas acusações de assédio sexual. Os episódios também estão sob apuração do CNJ e do STF.
A decisão pelo afastamento foi tomada em sessão extraordinária do STJ realizada na manhã desta terça. Dos 33 ministros, 27 estiveram presentes e votaram de forma favorável.
“O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, informou a Corte, em nota.





