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Datas: Tony Todd, Elwood Edwards e José Botafogo Gonçalves

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação 15 nov 2024, 06h00 • Atualizado em 15 nov 2024, 11h08
  • Os quase 2 metros de altura e a dicção tão perfeita que soava irreal fizeram do ator americano Tony Todd o intérprete ideal para filmes de suspense e terror. Fez fama, e dela nunca mais se descolaria, com um clássico instantâneo, O Mistério de Candy­man, de 1992, que teria duas sequências. O longa, dirigido por Bernard Rose, é inspirado na famosa lenda urbana sobre um filho de pais escravizados que é morto sob tortura depois de se apaixonar por uma mulher branca. No enredo, ele volta como fantasma para assombrar um complexo habitacional, onde uma série de assassinatos acontece sem explicação.

    O que parecia fadado a apenas assustar, virou um pequeno épico contra a chaga do racismo. Todd apareceria, em mais de quatro décadas de carreira, em 240 produções de cinema e televisão. Tentou outros gêneros, mas Candyman era tão forte que o rótulo nunca mais pôde ser apartado de sua convincente e portentosa figura. Não por acaso, foi nas telas também William Bludworth, dono de uma funerária nos filmes da franquia Premonição, sucessos de bilheteria do terror. Ele morreu em 6 de novembro, aos 69 anos, de causas não reveladas, em sua casa em Marina del Rey, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

    Aquela voz dos primórdios

    MENSAGEM CALOROSA - Elwood Edwards, da AOL: “You’ve got mail”
    MENSAGEM CALOROSA - Elwood Edwards, da AOL: “You’ve got mail” (./Reprodução)

    Houve um tempo, lá na pré-história, nos primórdios da internet, quando ainda se escrevia “Internet”, com i maiúsculo, em que tudo parecia assustador — um pouco futurista, um tanto improvável, de difícil acesso. O caminho, para os pioneiros, era facilitar a vida. E então, no fim dos anos 1980, a Quantum Computer Services, que depois seria batizada de AOL, decidiu pôr uma voz simpática e acolhedora nos serviços on-line. A mensagem “You’ve got mail”, na voz firme de Elwood Edwards, virou ícone de uma era. A frase sucedia o ruído arranhado característico de um modem sendo ligado, aquela barulheira infernal que representava sucesso, sim, o computador tinha se conectado à rede. “O timbre de Edwards fez a AOL parecer mais amigável numa época em que a internet era um mundo novo e grande para a maioria das pessoas”, anotou a empresa em comunicado. Ele morreu em 5 de novembro, aos 74 anos, de causas não reveladas pela família.

    A diplomacia por excelência

    CONCILIADOR - Botafogo Gonçalves: ministro de FHC entre 1998 e 1999
    CONCILIADOR - Botafogo Gonçalves: ministro de FHC entre 1998 e 1999 (Ichiro Guerra/Folhapress/.)
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    Foi extraordinária a carreira diplomática do mineiro José Botafogo Gonçalves. Ao longo de sua trajetória, o diplomata serviu na embaixada do Brasil em Moscou (1962-1964), Roma (1964-1967), Santiago (1967-1969), Paris (1973-1975) e Bonn, na Alemanha (1976-1977). Foi ainda cônsul-geral em Milão (1991-1995) e embaixador em Buenos Aires (2002-2004), além de embaixador especial para assuntos do Mercosul.

    Entre 1998 e 1999 ocupou o cargo de ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo no governo de Fernando Henrique Cardoso — ancorado em recursos de excelente conciliador, adquiridos durante os anos de 1980, como negociador da dívida externa brasileira. Era vice-presidente emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), um dos principais think tanks sobre diplomacia da América Latina. Morreu em 8 de novembro, aos 89 anos, no Rio.

    Publicado em VEJA de 15 de novembro de 2024, edição nº 2919

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