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Datas: Juca de Oliveira e Marquinhos

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 mar 2026, 06h00 • Atualizado em 27 mar 2026, 10h25
  • Formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, onde ingressou depois de abandonar o segundo ano da faculdade de direito, Juca de Oliveira desenhou uma carreira relevante a um só tempo para quem o via no teatro, no cinema e na televisão e para seus pares, dada a permanente luta pelos direitos dos atores. Foi um dos compradores do Teatro de Arena, no início dos anos 1960 — com o golpe militar de 1964, o espaço ganharia relevo ao costurar o trabalho teatral sob a sombra da censura e do autoritarismo, fazendo da arte uma postura de resistência.

    A pegada política nunca o impediu de criar personagens marcantes no palco, a começar com Happy, filho da protagonista de A Morte do Caixeiro Viajante, em 1962; na TV Tupi, faria sucesso com Nino, o Italianinho e depois, pela Globo, com o João Gibão de Saramandaia, de 1976, e o cientista Augusto Albieri, de O Clone, de 2001. No cinema, brilhou em O Caso dos Irmãos Naves, de 1967, dirigido por Luiz Sergio Person. “Era um homem de talento que não se explicava, que se sentia”, disse o ator Ary Fontoura. Para Juca, de formação shakespeariana, apesar de todas as plataformas serem fundamentais, o teatro era “a pátria do ator”. Morreu em 21 de março, aos 91 anos.

    A conquista da América

    PIVÔ - Marquinhos: no Hall da Fama universitário dos Estados Unidos
    PIVÔ - Marquinhos: no Hall da Fama universitário dos Estados Unidos (@basqueteBrasil-cbb/Instagram)

    Antes da recente incursão de brasileiros na NBA — entre eles, Anderson Varejão, Leandrinho, Nenê e, mais recentemente, Gui Santos —, houve a extraordinária passagem no basquete americano de Marcos Antônio Abdalla Leite, o Marquinhos, pivô de 2,04 metros. Revelado pelo Fluminense, atuou no clube dos 15 aos 22 anos, entre 1967 e 1974, quando seguiu para os Estados Unidos. Ali, até 1976, jogou pela Universidade de Pepperdine na Divisão 1 da NCAA, com média de 18 pontos por jogo, sendo um dos responsáveis pelo título da Conferência Oeste — feitos que o instalaram no Hall da Fama da instituição de ensino em 2013. Em 1976, entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro selecionado no Draft da NBA, escolhido pelo Portland Trail Blazers. Contudo, recusou a oportunidade de atuar na maior liga do mundo para não abrir mão de defender a seleção brasileira, já que, na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições internacionais por seus países.

    No Brasil, a transferência para o Sírio marcou o auge de sua carreira nos clubes; ali integrou um elenco histórico e acumulou conquistas: títulos paulistas, campeonatos brasileiros, taças sul-americanas e o mundial interclubes de 1979. Pela seleção, esteve no elenco vice-campeão mundial em 1970 e, oito anos depois, foi um dos principais nomes do país no bronze da Copa do Mundo de 1978 — ainda hoje o último pódio do Brasil em um mundial masculino de basquete. Esteve presente em três edições dos Jogos Olímpicos, em 1972, 1980 e 1984, e conquistou o ouro no Pan-Americano de 1971, além de três títulos sul-americanos. Morreu em 22 de março, um dia antes de completar 74 anos.

    Publicado em VEJA de 27 de março de 2026, edição nº 2988

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