Chegou o 4.4: VEJA por apenas 4,40

Datas: Henry Lee, James Tolkan e Mary Beth Hurt

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2026, 06h00 •
  • A cena virou um clássico da investigação forense. Em 1995, o ex-­jogador de futebol americano e ex-ator O.J. Simpson foi absolvido no processo em que era acusado de matar a facadas sua companheira, Nicole Brown, e um amigo dela, Ron Goldman. A peça que levou o júri a dúvidas foi um par de luvas pretas ensanguentadas. Segundo a promotoria, pertenciam ao réu. Coube ao cientista forense Henry Lee, chamado pela defesa, a ideia de fazer com que Simpson as colocasse em plena sala do tribunal. Não couberam. A constatação — ainda que pudessem ter encolhido, é natural — corroborou a alegação de que as provas da cena do crime tinham sido adulteradas. Lee morreu em 27 de março, aos 87 anos.

    Um malvado favorito

    Los Angeles, CA - 1990: James Tolkan promotional photo for the ABC tv series 'Sunset Beat'. Credito: Sharon Beard/ABC/Getty Images
    DURÃO - James Tolkan: cara feia em De Volta para o Futuro e Ases Indomáveis (Sharon Beard/ABC/Getty Images)

    Atire a primeira pedra o adolescente dos anos 1980 que não viu e reviu De Volta para o Futuro, clássico imperdível da Sessão da Tarde. E quem há de esquecer a figura turrona do diretor Strickland, que, numa das cenas mais conhecidas, confronta o personagem principal, Marty McFly (Michael J. Fox), flagrado caminhando por um corredor com a namorada? O tom assertivo do personagem, vivido por James Tolkan, fez dele uma espécie de malvado favorito. Como cara feia era seu segredo — ah, aquele dedo apontado para o nariz de McFly —, ele depois marcaria também uma outra produção, Top Gun: Ases Indomáveis, como o severo comandante de um porta-aviões americano, encarregado de pôr na linha o Maverick de Tom Cruise. Tolkan morreu em 28 de março, aos 94 anos.

    Uma coadjuvante estelar

    LAW & ORDER: SPECIAL VICTIMS UNIT --
    VERSATILIDADE - Mary Beth Hurt: sucesso discreto em Interiores, filme de Woody Allen, lançado em 1978 (NBC Universal/Getty Images)

    Não é pouca coisa a arte de construir personagens coadjuvantes no cinema, que muitas vezes são pilares fundamentais de filmes premiados e aplaudidos. A atriz americana Mary Beth Hurt era dessa estirpe. Ela ganhou relevo ao participar do filme Interiores, de Woody Allen, lançado em 1978. Ela interpretou Joey, uma das três irmãs que lidam com a depressão da mãe. As outras duas eram papéis de Diane Keaton e Kristin Griffith. “Lembro de estar muito nervosa no primeiro dia de filmagem”, disse. “Mas olhei para baixo e vi que os joelhos de Diane tremiam, e então imediatamente me acalmei. Aí pensei: ‘Todo mundo fica nervoso’.” Mary fez sucesso também em O Mundo Segundo Garp, de 1982. Ela morreu em 28 de março, aos 79 anos.

    Publicado em VEJA de 3 de abril de 2026, edição nº 2989

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    MELHOR OFERTA

    Digital Completo