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Datas: Catherine O’Hara, James Sallis e Sal Buscema

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação 6 fev 2026, 06h00 •
  • A versatilidade que marcou a trajetória de Catherine O’Hara se revelou logo nos primeiros passos da atriz canadense, no grupo de improvisação Second City Theatre, em Toronto, onde nasceu, em 1954. Sua formação rigorosa, baseada na criação espontânea, moldou seu método interpretativo, que transformava figuras excêntricas em seres demasiadamente humanos, capazes de emocionar e de arrancar gargalhadas do público. Ela estreou no cinema em 1980 com Imagem Dupla, do conterrâneo George Bloomfield, mas foi na pele de Delia Deetz, uma médium que evoca o irreverente espectro de Beetlejuice, em Os Fantasmas se Divertem (1988), de Tim Burton, que consolidou sua marca registrada: a capacidade de extrair humor de personagens exagerados sem ridicularizá-los.

    Com a mesma sensibilidade, interpretou a mãe do garoto Kevin McAllister, vivido por Macaulay Culkin, em Esqueceram de Mim (1990), uma típica comédia de bilheteria que se tornou um clássico para natais em família. Sua colaboração com Burton continuaria em O Estranho Mundo de Jack (1993), na figura da protagonista Sally. Ao longo das décadas seguintes, O’Hara manteve presença constante na televisão, com participações em séries como Segura a Onda, Modern Family e The Last of Us. Foi como Moira Rose, em Schitt’s Creek, contudo, que conquistou um Emmy, concedido em 2020. O papel, de uma atriz rica à beira da falência, virou um ícone das redes sociais, com falas ácidas e altamente viralizáveis. Morreu na sexta-feira 30, aos 71 anos, em Los Angeles. Casada com o designer de produção Bo Welch, deixa dois filhos, Matthew e Luke. Embora tenham confirmado a morte, os familiares não divulgaram a causa.

    O crime no papel

    ECLÉTICO - Sallis: escritor transitou entre muitos gêneros
    ECLÉTICO - Sallis: escritor transitou entre muitos gêneros (Ulf Andersen/Getty Images)

    O escritor americano James Sallis construiu uma vasta obra, em que transitou entre a ficção científica, a poesia e a crítica literária. Mas foram os romances policiais que o tornaram célebre, em função de uma prosa precisa, que dá ares de alta literatura a crimes violentos. Nascido no Arkansas, em 1944, Sallis estreou nas livrarias com uma coletânea de contos, em 1970. Os maiores sucessos vieram com Drive, em 2005, adaptado para a telona seis anos depois, e com Driven, a continuação, de 2012. Professor do Phoenix College, ele também se dedicou a analisar a vida de escritores do gênero noir. Morreu na terça-feira 27, aos 81 anos, de causa não divulgada.

    Traço marcante

    ORIGINAL - Buscema: Hulk e Homem-Aranha como nunca antes
    ORIGINAL - Buscema: Hulk e Homem-Aranha como nunca antes (./Divulgação)
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    Um dos grandes quadrinistas americanos dos anos 1960 e 1970, Sal Buscema marcou época como desenhista de super-heróis da Marvel. Seguindo os passos do irmão, o célebre John Buscema, ele forjou sua própria identidade artística, caracterizada por um traço visceral, repleto de ação explosiva. Seu trabalho influenciou gerações ao ilustrar a revista O Incrível Hulk e a histórica sequência de 100 edições consecutivas de O Espetacular Homem-­Aranha, onde priorizou sempre o impacto emocional e a clareza visual. O artista morreu na sexta-feira 23, aos 89 anos. A causa da morte não foi divulgada pelos familiares.

    Publicado em VEJA de 6 de fevereiro de 2026, edição nº 2981

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