Cúpula do MDB descarta aliança com Lula
Na avaliação de emedebistas, proximidade da janela de troca partidária faz com que rumores surjam para dividir a legenda
Nas conversas sobre alianças eleitorais e projeto de país, neste início de ano, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, tem classificado de ficção essa suposta aproximação do MDB com Lula.
Uma ala do partido, liderada por quadros do MDB do Norte e do Nordeste está com Lula, mas não há no partido um cenário favorável a uma composição que volte a unir petistas e emedebistas na mesma canoa.
Essa parceria terminou mal quando Dilma Rousseff caiu, em 2016, por seus próprios erros e crises cavadas no Planalto, e culpou Michel Temer, rotulado de golpista pelo petismo, incluindo Lula.
O MDB, como outros tantos partidos, é hoje uma sigla dividida pela polarização. Boa parte da legenda no Sul e Sudeste está na canoa da direita, não necessariamente com Jair Bolsonaro. Há uma parte que é bolsonarista e há esse flanco que ainda segue próximo da esquerda.
A história dos emedebistas é marcada por convenções partidárias tumultuadas em que se discutiram alianças presidenciais. Pode ser que o partido escolha ficar sem candidato ou mesmo lançar algum nome para evitar divisões, mas o cenário de composição com Lula hoje é distante.
O MDB tem composições importantes em Goiás, com Ronaldo Caiado, e no Paraná, com Ratinho Junior. Seguirá planos semelhantes em outros estados. Abraçar Lula e o peso da atual gestão dele não é, portanto, um caminho fácil.
Para o cacique do MDB, os rumores sobre uma aliança com Lula são alimentados por forças políticas que querem tumultuar o MDB no início da janela partidária, buscando tirar quadros do partido que são alinhados com a direita bolsonarista.





