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Congresso do PT termina com aplausos a Vaccari

O presidente da sigla, Rui Falcão, expressou solidariedade ao ex-tesoureiro, "preso injustamente"

Por Gabriel Castro, de Salvador - 13 jun 2015, 14h37

O Congresso do PT se encerrou neste sábado, em Salvador, com aplausos ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso por arrecadar propina desviada da Petrobras. Embora a moção de apoio ao petista não tenha sido votada por causa do esvaziamento do quórum, o presidente da sigla, Rui Falcão, fez questão de mencionar Vaccari no discurso de encerramento. O plenário aplaudiu.

Falcão expressou solidariedade ao ex-tesoureiro, “que foi preso injustamente”. “Ele não fez nada além do que seguir as orientações partidárias e as nossas diretrizes”, afirmou o presidente da sigla.

Outra moção mencionada por Rui Falcão e apoiada simbolicamente pelos delegados do partido defende a “liberdade de expressão” das paradas do orgulho gay. Nos últimos dias, grupos religiosos têm criticado um protesto em que uma transexual desfilou na parada gay de São Pulo simulando uma crucificação.

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O debate do congresso petista foi encerrado antes da hora, o que impediu a apreciação de um tema delicado para o comando do partido: a promessa de rejeição das doações empresariais de campanha.

O tesoureiro Márcio Macedo, que comandava os trabalhos, propôs o encerramento dos trabalhos sob o argumento de que o quórum já estava esvaziado. Dos 756 delegados, cerca 450 estavam presentes. Faltavam mais de dez minutos para as 14 horas, horário previsto para o fim do congresso.

Valter Pomar, da corrente Articulação de Esquerda, subiu à tribuna para pedir que o Congresso discutisse a rejeição ao financiamento empresarial de campanha. A corrente de Rui Falcão havia optado por remeter a decisão ao diretório nacional sob o argumento de que a Câmara e o Senado ainda podem alterar o modelo de financiamento na reforma política. É um recuo escondido por eufemismos dos petistas.

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O tema foi submetido a votação e, visualmente, o plenário estava dividido. Ainda assim, a mesa proclamou a rejeição de proposta de Pomar e decidiu encerrar os trabalhos sem fazer a contagem individual dos votos. A decisão provocou vaias.

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