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Com vento e vazão de outros rios, Guaíba tem recuo mais lento neste sábado

Nível das águas segue tendência de queda, mas condições climáticas provocam oscilações

Por Da Redação Atualizado em 18 Maio 2024, 14h37 - Publicado em 18 Maio 2024, 13h36

O nível das águas do Lago Guaíba, que banha a região metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, vem recuando gradativamente nos últimos dias, mas o ritmo de queda está mais lento neste sábado, 18.

Da meia-noite de sexta, 17, até por volta das 12h de sábado, o nível passou de 4,55 metros para 4,54 metros, segundo monitoramento da Agência Nacional de Águas (ANA). Nas doze horas anteriores a esse período, ou seja, de meio-dia de sexta até meia-noite, o nível havia reduzido 14 centímetros — de 4,69 metros a 4,55.

Segundo o instituto de meteorologia MetSul, a tendência geral é de queda no Guaíba, mas pode haver oscilações de alta durante o fim de semana. Neste sábado, de fato, foi o que ocorreu, com oscilações de alguns centímetros durante a madrugada e a manhã. Por volta das 8h, por exemplo, o nível era mais baixo, de 4,52 metros.

O MetSul explica que o ritmo mais lento na diminuição se dá por dois motivos. O primeiro é a chuva que, nos últimos dias, atingiu as bacias dos rios que desaguam no lago. “Como os volumes não foram altos, não se observa uma elevação maior e apenas uma baixa mais lenta”, diz nota do MetSul.

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O Guaíba continua em situação crítica, de acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), pois “recebe toda água que se desloca pelas bacias dos Rios Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos e Gravataí, todas ainda com níveis dos rios elevados”.

Outra razão para a queda no ritmo de recuo do Guaíba é o vento do quadrante Sul no Norte da Lagoa dos Patos. Isso provoca represamento e dificulta o escoamento das águas.

O Guaíba está bem acima da cota de inundação, que é de 3 metros, e pode permanecer dessa maneira até o final do mês ou mais, por causa da possibilidade de novas chuvas, segundo análise do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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“Os cenários de previsão indicam cheia duradoura, com redução lenta dos níveis”, diz a previsão do IPH. “Deve permanecer acima dos 4 m até o início da semana que vem. Redução segue lenta, mantendo-se acima da cota de inundação de 3 m até o final do mês ou mais, dada a possiblidade de novas chuvas.”

O pico do Guaíba foi atingido no último dia 5, quando o lago ultrapassou a marca de 5,3 metros.

Balanço da Defesa Civil

Desde o início das enchentes, o estado contabiliza 155 mortos, 94 desaparecidos e 806 feridos, de acordo com o balanço divulgado pela Defesa Civil às 12h deste sábado. A tragédia afetou de alguma forma mais de 2,3 milhões de pessoas e 461 municípios, o que corresponde a 92% do total de cidades gaúchas (497). Mais de 617 mil pessoas estão fora de casa, dentre as quais 77.202 estão em abrigos.

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