Com barragem prestes a romper em Minas, Codevasf manda diretora para evento com Janja em NY
Servidora da estatal passará dez dias nos Estados Unidos com tudo pago e nenhuma pauta no evento da ONU relacionada ao caos visto em Porteirinha
Com a Barragem das Lajes correndo risco de ruptura a qualquer momento em Minas Gerais, a Codevasf, um dos órgãos do governo Lula que teoricamente seriam responsáveis por lidar com a urgência do caso, achou que seria conveniente despachar sua diretora da área, Alessandra Rossin, para um evento com Janja em Nova Iorque, nesta semana, na ONU.
Segundo uma fonte da Codevasf, a diretora de Irrigação não tem nenhum tema para tratar no encontro, a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas. Isso, no entanto, não foi uma questão suficientemente forte para que a estatal avaliasse a conveniência de permitir que sua diretora abandonasse a crise em Minas, que afeta centenas de famílias, para viajar aos Estados Unidos.
Recentemente, procurada pela Agência Brasil, a Codevasf, vinculada atualmente ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, informou que disponibilizou técnicos para fazer uma visita à barragem, avaliar as condições da estrutura e “prestar apoio técnico no âmbito de cooperação estabelecida entre as partes”.
A Codevasf também ressaltou que “as ações de gestão, operação e manutenção da Barragem das Lajes são de competência do município, ente empreendedor com o qual a Codevasf mantém termo de compromisso desde 1989”.
Para uma fonte da estatal, a situação em Minas Gerais, diferentemente do que informa a própria Codevasf, é “cenário de notável negligência e inação dos órgãos que acompanham o caso”.
A autorização para a viagem, entre os dias 9 e 19 deste mês foi publicada pela Codevasf em 11 de fevereiro. Além das passagens, seguro de viagem e remuneração, a diretora receberá diárias no período em que estiver distante da crise da barragem em Minas.







