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Carta ao Leitor: A história em revista

Episódio marcante da atuação de VEJA na defesa da democracia durante a ditadura foi lembrado de passagem no Oscar 2025

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 mar 2025, 06h00 • Atualizado em 7 mar 2025, 15h45
  • A espinha dorsal de VEJA na busca incansável pela verdade mostrou-se inquebrantável mesmo nos momentos mais sombrios da história do país. Durante a ditadura, a publicação sofreu toda sorte de represálias. Em um dos episódios mais emblemáticos do período, foi recolhida das bancas em todo o país um dia após ter sido distribuída, por ordem da 1ª Região Militar do Exército Brasileiro, situada no Rio de Janeiro. Confiscado, o estoque da revista acabou engavetado em Brasília. O motivo da operação: na edição sobre o ato que endureceu de vez o regime militar, a capa trazia apenas a imagem do presidente Costa e Silva no Congresso vazio, que ele acabara de mandar fechar. Não foi preciso manchete ou título, tamanho o simbolismo da imagem.

    Outro episódio marcante da atuação de VEJA na defesa da democracia durante esse período de trevas acabou sendo lembrado de passagem no Oscar 2025. Em um determinado momento, o telão da cerimônia exibiu um trecho da reportagem histórica que contribuiu para derrubar a versão oficial da ditadura, de que o ex-­deputado Rubens Paiva havia sido sequestrado por um grupo armado. Foi uma tarefa árdua encontrar provas para desmentir essa versão. Até que veio a público a capa de VEJA de 10 de setembro de 1986 trazendo em destaque a reportagem com o depoimento inédito do médico Amilcar Lobo, que atestou ter visto o ex-deputado agonizando nas instalações do DOI-Codi no Rio de Janeiro. O recorte da matéria impressa aparece rapidamente em uma cena do filme baseado na história trágica de Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui, grande vencedor do prêmio de melhor filme internacional.

    CAPAS - O AI-5 e Rubens Paiva: modelo de jornalismo na busca incessante da verdade
    CAPAS - O AI-5 e Rubens Paiva: modelo de jornalismo na busca incessante da verdade (./.)

    Logo após o fim da ditadura, as manobras e tentativas de intimidação ao jornalismo de VEJA tornaram-se mais veladas e menos ameaçadoras. O eventual incômodo dos poderosos de plantão com a publicação de uma verdade nunca foi capaz de alterar nossa disposição. A capacidade de trazer o conteúdo de VEJA hoje nas mais diferentes plataformas, do impresso ao on-­line, não mudou em nada o princípio que norteou a criação da revista: o da permanente vigilância, sem jamais se curvar diante de qualquer ameaça e sempre alerta na defesa de nossas instituições, no fomento de discussões elevadas para melhorar o país e no combate aos grandes males nacionais, como a corrupção. Foi assim no passado, continua sendo assim no presente.

    Publicado em VEJA de 7 de março de 2025, edição nº 2934

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