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Campanha contra lixo no chão não funciona na Cidade do Rock

Gramado do Rock in Rio ficou sujo com os brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento, que vão de papel de chiclete a balões infláveis

Por Cecília Ritto e Pollyane Lima e Silva - 14 set 2013, 08h41

Mal Maria Rita virou a costas para deixar o palco Sunset e o público foi em debandada para o Palco Mundo, ver o tributo a Cazuza. No clarão que se abriu, surgiu um rastro de sujeira. No ano em que o Rock in Rio tem como projeto social a campanha “Lixo no lixo, Rio no coração”, em parceria com a prefeitura do Rio, o público da Cidade do Rock parece não ter assimilado o recado. No gramado em frente ao Sunset, havia copos de plástico, maços de cigarro, canudos e muitos dos brindes oferecidos pelos patrocinadores do festival, como papéis de chiclete, balão de uma empresa de TV paga e copos de refrigerante.

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Agentes da campanha contra o despejo de lixo no chão estão dentro do Rock in Rio em um ingrato trabalho de tentar convencer quem veio assistir ao festival a jogar os resíduos na lixeira. Eles são insistentes, distribuem adesivos com o slogan “Lixo no lixo”, dão sacolas para que as pessoas juntem o lixo e conversam com quem dá alguns minutos para ouvir outra coisa que não música.

O lugar onde os agentes estão em maior número é a praça de alimentação, pela maior produção de lixo. Mesmo sendo o lugar com a maior concentração de lixeiras na Cidade do Rock, o chão está sujo. Funcionários de uma empresa terceirizada recolhem sem parar o que está pelo gramado ou nas lixeiras lotadas.

O hábito de jogar lixo no chão começou a ser combatido pela prefeitura este ano, quando os cariocas passaram a ser multados por jogar lixo fora da lixeira. A Operação Lixo Zero multou, no primeiro dia, em 20 de agosto, 121 pessoas que jogaram lixo na rua, a maior parte por causa das guimbas de cigarro. O valor varia dependendo do volume do lixo. Até o tamanho de uma lata de refrigerante o preço se mantém em 157 reais, mas pode chegar até 3.000 em casos como o descarte de um entulho.

Outros problemas – As filas do banheiro estavam menores do que na edição passada até as 19h de sexta-feira, mas um vazamento de esgoto que resultou na interdição de parte dos sanitários femininos criou uma longa espera. Como ficava perto do Bob’s, a vigilância sanitário achou melhor lacrar algumas cabines do banheiro e manter o funcionamento da lanchonete. O mau cheiro das poças de esgoto formadas permaneceu por grande parte da noite. O Procon-RJ autuará a Cidade do Rock pela falha.

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