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Bolsonaro mantém convite para (outros) ditadores

Foram chamados para posse dirigentes de países com índices de democracia inferiores a Cuba e Venezuela

Por Fernando Molica 18 dez 2018, 18h25 • Atualizado em 18 dez 2018, 19h57
  • Apesar de ter obrigado o Itamaraty a desconvidar os presidentes de Cuba e Venezuela para sua posse na Presidência, Jair Bolsonaro manteve o convite para representantes de ditaduras como Síria, Sudão do Sul, Eritreia, Coreia do Norte e Turcomenistão. Esses países lideram o ranking de ausência de liberdade divulgado pela organização americana Freedom House.

    Ao justificar o cancelamento, o presidente eleito publicou no Twitter que a medida era contra “regimes que violam as liberdades de seus povos” e atuavam contra o futuro governo por “afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições”. “Defendemos e respeitamos verdadeiramente a democracia”, acrescentou.

    Na tarde desta terça, 18, o Ministério das Relações Exteriores informou a VEJA que não recebeu do futuro governo nenhum outro pedido para cancelamento de convite para a posse. Segundo o Itamaraty, foram chamados representantes de todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. A lista inclui as doze ditaduras destacadas pela Freedom House – embora citados como países não livres, Cuba e Venezuela não estão entre os piores da lista.

    De acordo com a pontuação atribuída pela ONG, os países são classificados como livres, parcialmente livres e não livres. A avaliação máxima, a nota 100, foi dada a nações como Noruega, Suécia e Finlândia. Também citados entre os livres, os Estados Unidos receberam 86 pontos; Portugal ficou com 97; o Brasil, com 78.

    Síria, o menos democrático da lista, teve nota negativa, -1; o Sudão ficou com 2 pontos; Eritreia e Coreia do Norte, 3; Turcomenistão, 4. A República Centro-Africana e a Líbia, que fecham a lista dos doze piores, ficaram com 9 pontos. Cuba recebeu nota 14, a mesma da China; a Venezuela, 26. O levantamento da Freedom House leva em conta 195 países – 49, 25% do total, foram considerados não livres.

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