Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Amostras de DNA e celulares serão usados para comprovar atos terroristas

PF colheu material genético e apreendeu mais de 1 mil aparelhos de pessoas presas no quartel general e durante invasão aos prédios dos três poderes

Por Luisa Purchio 15 jan 2023, 17h27 • Atualizado em 16 jan 2023, 10h10
  • A Polícia Federal (PF) colheu amostras de DNA e apreendeu mais 1 mil celulares de pessoas presas durante a invasão aos prédios dos três poderes e em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, contra o governo Lula. O objetivo é fazer um cruzamento de dados com o que foi coletado em objetos destruídos e depredações nas instituições invadidas para poder gerar provas contra os autores dos crimes.

    De acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino, os celulares estão sendo analisados por técnicos para tentativa de identificar, por meio das trocas de mensagens, os envolvidos nos atos golpistas praticados no último domingo, 8. Outro caminho das investigações são as contas bancárias das quais saíram os recursos que financiaram os ônibus que levaram as pessoas à Brasília e a pousada onde os motoristas estavam.

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi consultada pela Justiça para enviar a relação dos ônibus que viajaram a Brasília, apreendidos no pátio da Polícia Rodoviária Federal junto com pertences dos participantes das manifestações. De acordo com Flávio Dino, os terroristas estavam organizados entre executores da invasão, mandantes, incentivadores e financiadores.

    De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, quase 1.400 pessoas foram presas no último domingo, 8, sendo 905 homens e 493 mulheres de 18 a 74 anos. Cerca de 600 pessoas foram liberadas por razões humanitárias, entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Até o sábado, 14, as audiências de custódia ainda não tinham sido concluídas em razão no grande número de pessoas. Depois do depoimento, o caso é encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF) e analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que decidirá se a pessoa será mantida na cadeia ou liberada.

    Perícia

    As perícias realizadas nos prédios invadidos contam com alto grau de detalhismo. No STF, por exemplo, elas foram concluídas na quarta-feira, 11, e contaram com 50 peritos e papiloscopistas da Polícia Federal. Foram coletados materiais genéticos, digitais e pegadas que possam auxiliar na identificação dos autores dos crimes.

    Além de drones, os peritos utilizaram scanners em 3D e outros equipamentos de alta tecnologia, trabalho que foi coordenado por Carlos Eduardo Palhares, chefe da Área de Perícias Externas do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, um dos maiores especialistas da área. Palhares atuou em casos como o rompimento da barragem de Brumadinho, as quedas dos aviões do ex-governador Eduardo Campos e do ministro Teori Zavascki, bem como o assassinato de Bruno Pereira, indigenista, e de Dom Phillips, jornalista britânico.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.