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A onda de barbaridade dos massacres em escolas no Brasil

É preciso, no mínimo, criar mecanismos para proteger o ambiente escolar e frear a cultura à violência que se espalha nos meios digitais

Por Victoria Bechara Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 abr 2023, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 11h03
  • Notícias sobre massacres em escolas sempre foram tristemente comuns em outros países, principalmente nos Estados Unidos, palco de episódios como o de Columbine, em 1999, quando a ação de dois jovens atiradores deixou quinze mortos. Nos últimos anos, infelizmente, esse tipo de brutalidade se tornou frequente no Brasil. O caso mais recente foi registrado na quarta-feira 5, quando um criminoso de 25 anos invadiu uma creche em Blumenau (SC), matou quatro crianças com idade entre 4 e 7 anos e feriu mais cinco. A chacina veio dez dias após um aluno de 13 anos matar uma professora e ferir quatro pessoas em uma escola de São Paulo. A escalada é preocupante. Levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP identificou 22 ataques em escolas brasileiras desde 2002 — onze deles desde o ano passado. O “efeito contágio”, como dizem especialistas, deveria mobilizar as autoridades. Boa parte dos atentados é planejada e incentivada em comunidades no submundo da internet, onde assassinos como os de Columbine são tratados como heróis. A arma usada em Blumenau, uma machadinha, não é coincidência. Desde que foi empunhada no massacre de Suzano (SP), em 2019, que teve dez mortos, ela apareceu em cinco ocorrências em escolas de quatro estados. O alerta está dado. É preciso, no mínimo, criar mecanismos para proteger o ambiente escolar e frear a cultura à violência que se espalha nos meios digitais. Essas iniciativas não apagam a dor no coração das famílias das vítimas, mas podem evitar novas tragédias.

    Publicado em VEJA de 12 de abril de 2023, edição nº 2836

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