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A Batalha das Correntes: eletrizante e brilhante jornada de Thomas Edison

Filme retrata a formidável luta entre dois gênios que ajudaram a construir a modernidade por meio da luz

Por Isabela Boscov - Atualizado em 20 dez 2019, 10h43 - Publicado em 20 dez 2019, 07h00

A BATALHA DAS CORRENTES (The Current War, Estados Unidos, 2017) Ao contratar o jovem imigrante sérvio Nikola Tesla (Nicholas Hoult), o novo patrão o avisa: “Aqui fazemos uma invenção menor a cada dois dias e uma invenção revolucionária a cada seis meses. Resolva cinco problemas para os quais ainda não achei solução, e você estará garantido”. Autoconfiança e uma formidável mente criativa eram as marcas de Thomas Alva Edison (Benedict Cumberbatch), inventor da primeira versão comercializável da lâmpada incandescente e do fonógrafo e um verdadeiro herói popular americano. Edison, entretanto, passou os anos 1880 engalfinhado com o magnata George Westinghouse (Michael Shannon) na chamada “batalha das correntes”: na disputa por contratos de iluminação elétrica das cidades americanas, Edison propunha a corrente contínua, mais segura porém cara e trabalhosa, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada, mais barata e de instalação simples, mas então alardeada como letal. Edison não hesitou em jogar sujo contra o honrado Westinghouse — a quem a história daria razão —, contudo o coração do filme é a necessidade voraz dos seus personagens de criar, realizar e construir. A Batalha das Correntes tem reconstituição de época e elenco impecáveis e um resultado, bem, eletrizante.

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