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Luiza Brunet sobre José Mayer: ‘Abuso e constrangimento’

Para a modelo, vítima de violência doméstica, piadas com o corpo da mulher são um ‘constrangimento’ com ‘um pouco de abuso’

Por Maria Carolina Maia Atualizado em 10 abr 2017, 13h51 - Publicado em 6 abr 2017, 09h47

Depois de denunciar por agressão o ex-namorado, o empresário Lírio Parisotto, a modelo Luiza Brunet passou a tomar posição em defesa das mulheres em diversas oportunidades. Ela foi uma das celebridades que aderiram instantaneamente à campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas. Chega de assédio”, deflagrada por funcionárias da Globo no Instagram, na manhã da última terça-feira. Para Luiza, o que José Mayer chama, em sua carta pública de desculpas à figurinista Susllem Tonani, de “brincadeira”, é, na verdade, um “constrangimento” que configura “assédio sexual e moral”.

  • “As brincadeiras que a cultura tem como inocentes são muitas vezes um constrangimento incutido no coletivo”, diz Luiza a VEJA, em referência ao caráter cultural de determinadas brincadeiras – aquilo que Mayer definiu como uma questão geracional, e que Giuliana Morrone classificou como “falta de caráter”.

    “Muitas vezes, as brincadeiras parecem inocentes, porém com um pouco de abuso. Como, por exemplo, quando alguém toca no corpo de uma mulher para salientar os seus contornos. Ou quando se fazem comentários do tipo ‘Sua filha está com uma bunda…’ ou ‘Se fosse mais velha, eu pegava, mas ela só tem 12 anos’. Ou ainda ‘Prenda sua cabrita que meu bode está solto’. São palavras e comentários de constrangimento, que para mim é um assédio moral e sexual”, continua Luiza.

  • Luiza, que acusou o ex-parceiro de violência doméstica, diz nunca ter passado por uma situação de assédio em um ambiente de gravação, como aconteceu com Susllem Tonani. Mas acredita que casos como esse aconteçam “em todos os ambientes e espaços sociais, infelizmente”.

     

     

     

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