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Leo Chaves: da dupla sertaneja aos livros “com traços” de autoajuda

Aos 43 anos, o cantor agora escreve livros de ficção com "traços de autoajuda" e é palestrante motivacional

Por Bruno Meier Atualizado em 5 ago 2018, 13h52 - Publicado em 4 ago 2018, 13h57

Leo Chaves formou, com o irmão Victor, uma das duplas sertanejas de maior sucesso no país. Victor & Leo ainda fazem shows, sobretudo corporativos — mas não com a intensidade de anos atrás. A reputação da dupla tomou um baque quando, em 2017, Victor foi acusado de agressão pela ex-­mulher — acusação que ele sempre negou. Leo recusa-se a tecer comentário sobre os enroscos do irmão, mas admite um impacto na sua trajetória musical. A dupla, afirma, vive uma espécie de sabático: “Eu diria que são umas férias prolongadas. Não há plano de encerrar uma história construída com muito suor”.

Aos 43 anos, ele fez uma reviravolta na carreira: agora, além de cantar, escreve livros de ficção com “traços de autoajuda” e é palestrante motivacional. Chaves conta abaixo:

A dupla Victor e Leo, afinal, acabou? Não é esse o plano agora. Diria que vivemos um período sabático, umas férias prolongadas. Temos 26 anos de história com muito suor, construída tijolinho por tijolinho. Não dá para despejar isso numa esquina qualquer da vida, por mais que algumas curvas sejam chatas. Passamos por um momento de turbulência, com compromissos pessoais. Meu irmão tem dois filhos e quer compor mais. Nós dois temos essa necessidade de pausa.

O que o motivou a escrever um livro? É um mergulho fora da curva alguém da música sair e criar uma história de ficção, com traços de autoajuda. Essa ideia surgiu com a tomada de consciência, depois dos conflitos pelos quais passei. Não poderia guardar para mim.

Que tipo de conflito? Escrever foi uma fuga do personagem e das máscaras que desenvolvi a partir da fama. Quando você atinge uma expressão na sociedade, a tendência é você ouvir muitos elogios que massageiam seu ego. O cérebro se acostuma  e você passa a usar máscaras para alimentar esse personagem. É um vício. Passamos a ser neuróticos para estar no centro das atenções e viciados por aplausos e holofote. O artista, quando vive da fama, ele aprende a subir no palco, mas não desce dele. Quando decidi descer, percebi que tinha largado minhas raízes e deixado coisas importantes de lado. Não era mais um ser comum. Hoje, passei a levar meus filhos no clube, na escola e a ir a restaurantes. Encontrei, enfim, a minha liberdade.

O senhor tem dado palestras no Brasil. Sobre o que? Hoje, faço mais palestras do que shows. Faço shows solos, onde resgato a minha fase de barzinho: canto Roberto Carlos, Roupa Nova e pop rock. Mas em palestra, falo para empresas sobre vendas, administrar crises, lidar com nãos e de onde tirar motivação. Estudei para palestrar. Entendi que seria importante um livro e uma faculdade. Decidi fazer os dois. Faço faculdade de pedagogia e outra de coaching. Ou seja, o cara ficou maluco de vez.

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