A volta por cima de Yuri Mansur
O cavaleiro, que vai a Tóquio, responde em liberdade a um processo por importação irregular de cavalos de raça
A enxuta lista da equipe brasileira de hipismo que vai à Olimpíada de Tóquio traz, entre os quatro convocados, um nome para quem a competição já significa uma vitória e uma volta por cima — o do cavaleiro Yuri Mansur, 42 anos. Mansur acumula ótimos resultados e preenche os requisitos para fazer parte do time escalado pelo técnico Philippe Guerdat, mas sua recente história de vida teve obstáculos difíceis. Graças a um acordo de delação premiada, responde em liberdade a um processo por importação irregular de cavalos de raça. Em 2015, com a prisão decretada, o atleta se entregou à PF e confessou que declarava à Receita valores abaixo dos negociados. O advogado do cavaleiro, Roberto Podval, atribui algumas críticas à convocação, que evidentemente surgiram, à inveja de adversários no esporte. “Estão de olho na vaga dele. Juridicamente, nada o impede de ir aos Jogos”, afirma.
Publicado em VEJA de 14 de julho de 2021, edição nº 2746






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