Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99
Imagem Blog

Thomas Traumann

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

Bolsonaro tem razão, o Brasil está quebrado

Ao atacar as vacinas contra a Covid-19 e acabar com o Auxílio Emergencial, o presidente afunda o país

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2021, 14h35 •
  • “O Brasil está quebrado. Eu não consigo fazer nada”, confessou o presidente Jair Bolsonaro hoje (05/01) ao falar com militantes, em Brasília, depois de passar oito dias de folga passeando de barco no litoral. O presidente disse que pretendia aumentar o número de isentos do imposto de renda, mas que não conseguiu porque “teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos”. Novamente, o presidente está certo. A crise econômica é causada pelo vírus da Covid-19 ampliada pela parte irresponsável da mídia que abre espaço para charlatões defenderem cloroquina e ivermictina e atacarem o uso de vacinas.

    Só existe um caminho para a retomada da economia, o combate extenuante ao vírus da Covid-19, justamente o contrário do que este governo tem feito. Sem vacina para a maioria da população, não haverá crescimento.

    O mundo todo está em campanha para vacinar o maior número de pessoas, permitindo a volta do trabalho seguro. Nos EUA, o plano do futuro governo Biden é vacinar 100 milhões de pessoas antes da Páscoa. Na Europa, ter toda a população adulta imunizada antes do próximo inverno. Em Israel, a meta é ter a população toda vacinada até abril.

    No Brasil, não há plano de vacinação, não há vacina, não há seringa, nem agulha. Há um presidente que boicota esforços simples para impedir a propagação do vírus, como o uso de máscaras, álcool em gel e da ciência, e um ministro da Saúde irresponsável que não vê pressa quando mais de 1.000 pessoas morrem por dia.

    O Brasil atravessou 2020 com um anabolizante, o Auxílio Emergencial. Graças aos R$ 320 bilhões despejados com o Auxílio, a economia circulou e terminou o ano em alta. Só que o governo Bolsonaro decidiu acabar com o programa, deixando quase 40 milhões de pessoas sem nenhuma renda a partir deste janeiro.

    Continua após a publicidade

    Com isso, a tendência de alta da economia vai perder tração, porque haverá menos dinheiro circulando. A situação social será agravada pelos milhões de beneficiários que agora voltam ao mercado atrás de emprego.

    Numa circunstância delicada com essa, a única saída seria vacinar o maior número de pessoas, assegurando às empresas que seus empregados estão seguros e que elas não terão de parar seus planos com novas quarentenas. Mas para isso seria necessário um governo diferente deste.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.