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Nova Temporada Por Fernanda Furquim Este é um espaço dedicado às séries e minisséries produzidas para a televisão. Traz informações, comentários e curiosidades sobre produções de todas as épocas.

‘As Brasileiras’ estreia com mais do mesmo

A nova série de Daniel Filho estreou na noite de ontem registrando cerca de vinte pontos, segundo a audiência prévia do IBOPE. Com a proposta de apresentar a cada episódio uma trama diferente, estrelada por mulheres que representam diversas regiões do Brasil, a série estreou com a história da mulher de Olinda, interpretada por Juliana […]

Por Fernanda Furquim Atualizado em 31 jul 2020, 09h36 - Publicado em 3 fev 2012, 11h01

Juliana Paes no episódio ‘A Justiceira de Olinda’, de ‘As Brasileiras’ (Foto: Ique Esteves/TV Globo)

A nova série de Daniel Filho estreou na noite de ontem registrando cerca de vinte pontos, segundo a audiência prévia do IBOPE.

Com a proposta de apresentar a cada episódio uma trama diferente, estrelada por mulheres que representam diversas regiões do Brasil, a série estreou com a história da mulher de Olinda, interpretada por Juliana Paes, que pensa ter sido traída pelo marido, o que a leva a se vingar. Veja o enredo do episódio aqui.

A julgar pelo primeiro episódio, As Brasileiras parece ser uma versão popularesca de A Vida Como Ela é, série da década de 1990, também de Daniel Filho, exibida no programa Fantástico, com episódios de oito minutos, tendo como base contos de Nelson Rodrigues.

Produto típico de exportação, o primeiro episódio oferece uma fotografia carregada no colorido, como um cartão postal (daqueles que utilizaram muito photoshop), estrelado pelo estereótipo da mulher bonita, porém vazia, possessiva e emocionalmente instável.

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O episódio ganha ritmo com a narração, a qual se apóia no uso de figuras de linguagem, típico recurso explorado exaustivamente pelo núcleo de Guel Arraes nas décadas de 1990 e 2000.

Protagonizado por personagens que parecem ter sido extraídos do núcleo cômico de uma novela…qualquer novela…, o episódio faz muito esforço para contar uma história que já foi vista várias vezes e em diferentes formas. Com uma abordagem burlesca (gênero com o qual a TV brasileira se confunde), a história é vazia e previsível (qualquer telespectador mais atento percebe, no momento em que a enfermeira avisa que aquele é o terceiro ou quarto caso do dia, como a situação irá terminar).

Sabemos que a TV brasileira não é produzida para o telespectador atento, motivo pelo qual, apesar de algumas propostas, o conteúdo oferecido por ela continua sendo mais do mesmo.

 

Fernanda Furquim: @Fer_Furquim

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