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Sobre Palavras Por Sérgio Rodrigues Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

A girafa Azul (e inacabada)

Desenho de Clarissa Turela Rodrigues A girafa Azul era azul. Isso facilita as coisas. Não que fosse obrigatório ela se chamar Azul. A história ia continuar existindo se o nome da girafa azul fosse, por exemplo, Verde. Talvez desse algum trabalho explicar por que uma girafa azul se chama Verde, mas esse negócio de nome […]

Por Sérgio Rodrigues Atualizado em 31 jul 2020, 07h52 - Publicado em 16 set 2012, 12h26

Desenho de Clarissa Turela Rodrigues

A girafa Azul era azul. Isso facilita as coisas.

Não que fosse obrigatório ela se chamar Azul. A história ia continuar existindo se o nome da girafa azul fosse, por exemplo, Verde.

Talvez desse algum trabalho explicar por que uma girafa azul se chama Verde, mas esse negócio de nome é assim mesmo. Quantas Brancas de pele morena você conhece? Quantos Pedrinhos maiores do que você?

Pois é. Nome é uma coisa, mas a coisa é outra coisa.

No caso, por acaso, a girafa azul se chamava Azul. Isso facilita tudo porque esta é uma história colorida.

Se a cor da nossa girafa fosse verde, aí sim, babau livro. O nome dela podia até ser Azul-Anil, Azulejo, que não ia adiantar: se a girafa fosse verde não existiria aqui, agora, a história da girafa Azul.

Por quê? Porque o céu é azul, ora. Só por isso.

(Até aí fui. Minha filha dormiu. E a incrível história da girafa Azul se dissolveu no azul.)

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