O general Augusto Heleno emitiu uma nota oficial dizendo ser “inconcebível” que sequer exista um pedido de apreensão do telefone celular do mais poderoso funcionário público brasileiro, o presidente Bolsonaro. E que isso “pode ter consequências imprevisíveis para a segurança nacional”.
Há mesmo muita coisa inconcebível no Brasil de hoje.
É inconcebível, por exemplo, que tenhamos chegado a um ponto em que o presidente da República é alvo de um inquérito em que é investigado por seis crimes diferentes. E que uma enorme parcela da população acredite que ele é culpado.
É inconcebível que um ministro de Estado saia de seus cuidados para emitir uma nota para tentar intimidar um ministro do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República.
É inconcebível que um general de quatro estrelas do Exército Brasileiro, de folha corrida irretocável, deixe sua biografia para trás para se tornar estafeta do presidente mais indigno do cargo que a República já conheceu.
E ainda vamos ver muita coisa inconcebível.






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