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Ricardo Rangel

Na antessala do presidente

O Facebook tirou do ar uma rede de fake-news administrada por assessores de Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro

Por Ricardo Rangel - 8 jul 2020, 20h56

O Facebook tirou do ar uma rede bolsonarista que distribuía fake-news e discurso de ódio para quase 2 milhões de pessoas.

Flávio Bolsonaro defendeu sua família afirmando que os perfis de apoio ao governo do pai são “independentes”. Difícil de acreditar considerando-se que os tais perfis de apoio eram administrados diretamente pelos assessores de Jair, Eduardo e do próprio Flávio Bolsonaro.

A crise das fake-news, que, há três semanas, chegou às portas do Palácio do Planalto, hoje entrou, subiu ao terceiro andar e instalou-se naquele local que se convencionou chamar de “gabinete do ódio”, cuja existência não pode mais ser negada.

A revelação alimenta tanto o inquérito das fake-news quando o processo de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão no TSE.

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A crise está na antessala do gabinete presidencial. De lá, só existe um lugar para onde ir.

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