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Ricardo Rangel

Mais patética do que épica

Como diplomata ou como palestrante, Ernesto Araújo é um poetastro

Por Ricardo Rangel Atualizado em 23 out 2020, 16h24 - Publicado em 23 out 2020, 15h38

Ao participar de uma formatura no Instituto Rio Branco, o chanceler Ernesto Araújo criticou o patrono da turma, João Cabral de Melo Neto, diplomata e um de nossos maiores poetas. Aproveitou para informar que se considera também poeta e diplomata. Foi em frente, e afirmou que “a diplomacia pode ser lírica, pode ser dramática, mas também pode ser épica”.

Até agora, não se conhece (felizmente?) a qualidade dos versos escritos por Ernesto Araújo.

Quanto à diplomacia (que deveria ser pragmática), não está claro se ela pode ser lírica, dramática ou épica. Mas a performance de nosso chanceler — até mesmo em discurso em cerimônia de formatura — é uma prova de que ela pode ser patética.

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