Lula voltou com fome
Com um único discurso, Lula deixou claro que não está para brincadeira
Novamente habilitado a concorrer a eleições, Lula voltou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo (o mesmo local em que foi preso) para dar o pontapé inicial em sua campanha para presidente. Fez um discurso interminável — e quase irretocável.
Magnânimo, declarou não guardar ódios ou mágoas; sereno e bem-humorado, não elevou a voz nem xingou ninguém. Agradeceu a Deus e o mundo (e até ao papa, literalmente), mas não pediu desculpas a ninguém: autocrítica, nem pensar. Comportou-se como se tivesse sido inocentado, o que não é o caso, emocionou-se e derramou lágrimas nas horas certas,
Acertou muito quando falou de Covid, de desigualdade e dos erros e defeitos de Bolsonaro, e disse muita bobagem, como de costume, quando falou de economia. Curiosamente, o Brasil chegou a tal ponto de insanidade, que boa parte da argumentação demagógica de Lula agora soa razoável.
Lula continua sendo quem sempre foi, com as mesmas virtudes e defeitos (não parece ter aprendido coisa alguma com seu calvário), mas mesmo quem não gosta dele deve reconhecer que fez um discurso inspirado, de líder nacional, coisa que há tempos não se ouve no país. Diante da concorrência, gente sem brilho como Bolsonaro e Doria, foi notável.
Com um único discurso, Lula emparedou o centro e a esquerda e deixou claro para todo mundo que é ele, ninguém mais, o principal adversário de Bolsonaro. Melhor o presidente já ir se preparando, porque agora a briga é com um profissional.
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