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Ricardo Rangel

Cabeça de bolsonarista é um negócio fascinante

Daniel Silveira quer botar no poder quem o despreza e prejudica

Por Ricardo Rangel 18 fev 2021, 10h13

Daniel Silveira foi barrado na PM (por “atos incompatíveis com a honra do policial militar”) e só foi admitido por decisão judicial. Daniel Silveira quer prender juízes.

Daniel Silveira se orgulha de ter sido preso “90 vezes” na PM do Rio, onde sua ficha policial informa que ele tinha “mau comportamento”. Daniel Silveira se considera um “defensor da lei e da ordem”.

A Polícia Militar, que prendeu Daniel Silveira tantas vezes, emitiu boletim em que afirma ser “cristalina sua inadequação ao serviço policial militar”. Silveira era alvo de um processo que investigava um ato seu que afetaria “a honra pessoal, o sentimento do dever, a honra policial militar e o decoro da classe”. Daniel Silveira quer dar poderes ditatoriais aos militares, que o desprezam.

Daniel Silveira insultou (com os palavrões mais cabeludos), ofendeu e ameaçou outros seres humanos. Daniel Silveira se considera um defensor da moral e dos bons costumes.

Daniel Silveira fez um vídeo propondo rasgar a Constituição, que considera “uma porcaria”. Daniel Silveira busca impunidade avocando o direito constitucional da liberdade de expressão.

Daniel Silveira quer a volta da ditadura, que fechou o Congresso. Daniel Silveira  conta com o Congresso para desafiar o STF e protegê-lo.

Daniel Silveira tem saudade do AI-5, que inaugurou a fase mais truculenta da ditadura. O AI-5 foi baixado porque o Congresso ousou desafiar os generais para proteger um deputado.

Cabeça de bolsonarista é mesmo um negócio fascinante.

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