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Ricardo Rangel

Brasil revoluciona o conceito de privatização

A privatização da Eletrobras aumenta o controle estatal e gasta mais do que arrecada

Por Ricardo Rangel 18 jun 2021, 16h25

O Senado aprovou a privatização para a Eletrobras com um desenho que estabelece estabilidade no emprego, proíbe mudança de sede, estipula local para construção de usina, esvazia a agência reguladora, subordina ao Senado a nomeação de diretoria de empresa de direito privado, determina recuperação de reservatórios, institui reservas de mercado, cria indenização para estado, desestimula investimento, gera bilhões de reais em obrigações para o governo.

O Brasil revolucionou por completo o conceito de privatização: inventou um modelo estatizante para vender estatais. Nunca antes na história deste país se viu jabuticaba tão graúda.

Aflito para dar a impressão de que seu programa de desestatização não é o fiasco que é, Paulo Guedes aceitou o monstrengo. Guedes deve ser o único liberal do mundo a defender uma privatização que aumenta o controle estatal e gasta mais dinheiro do que arrecada.

Milton Friedman deve estar rolando na sepultura.

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