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Ricardo Rangel

Atrás da barra da saia

A coisa está tão feia que Eduardo Cunha virou referência ética

Por Ricardo Rangel Atualizado em 18 nov 2020, 20h00 - Publicado em 31 ago 2020, 15h00

Quem recebeu a propina foi a mulher de Witzel, Helena.

Quem recebeu a propina foi a mulher de Cabral, Adriana.

Quem deu o dinheiro para comprar o imóvel e constituir a loja de chocolates foi a mulher de Flávio, Fernanda.

Quem recebeu o dinheiro do Queiroz foi a mulher de Bolsonaro, Michelle.

É impressionante a tranquilidade com que os políticos brasileiros se escondem atrás das barras das saias de suas mulheres.

Diga-se o que se quiser dizer de Eduardo Cunha, ele nunca envolveu a mulher em nenhuma de suas tramoias. Pelo contrário, blindou-a e deixou-a completamente a salvo: Claudia Cruz nunca correu risco algum na Justiça brasileira.

O padrão ético na política brasileira chegou tão baixo que Eduardo Cunha virou referência de conduta.

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