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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Por que o Brasil não cresce?

Deveria ter postado antes, mas as idéias do texto não envelhecem, mesmo com atraso. Há um artigo importante hoje no Estadão assinado pelos economistas José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Paulo Pereira Miguel. Eles se propõem a começar a responder a questão que está logo no título: “Por que o […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h14 - Publicado em 9 set 2006, 16h23
Deveria ter postado antes, mas as idéias do texto não envelhecem, mesmo com atraso. Há um artigo importante hoje no Estadão assinado pelos economistas José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Paulo Pereira Miguel. Eles se propõem a começar a responder a questão que está logo no título: “Por que o Brasil não cresce?” Sem dúvida, esta será a questão posta daqui para a frente para o Brasil, especialmente em face de uma provável — de fato, já em curso — mudança no cenário externo. Afinal, os únicos satisfeitos com o crescimento brasileiro parecem ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ministro da Fazenda, Guido Mantega. Bem, melhor ler quem entende de economia. Seguem um trecho do artigo e link:
“O resultado decepcionante do produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre plantou a semente da dúvida a respeito das condições de crescimento da economia brasileira, mesmo sob condições aparentemente favoráveis. Não apenas o Brasil está muito atrás dos outros países ‘emergentes’, mas estamos passando a vergonha de crescer menos que a Europa e o Japão. Os mais otimistas – e certamente o governo, a portas fechadas – estão tentando achar explicações para tão fraco desempenho. Afinal, estão dadas muitas das condições consideradas necessárias para um crescimento maior e mais consistente que o dos últimos anos. São elas, entre outras: um forte ajuste das contas externas, a queda do risco País, a convergência da inflação para as metas, alguma redução na taxa de juros real – embora ainda alta sob qualquer critério – e a manutenção de um superávit primário suficiente para estabilizar a relação dívida/PIB. Há ainda uma combinação de estímulos conjunturais importantes, que em outras situações seria suficiente para retirar a economia da letargia: o crescimento mundial acima de 4% ao ano e a acelerada expansão do crédito e dos gastos públicos. (…)
Por que o Brasil não cresce? O ponto de partida da explicação é a simples constatação de que o País não investe o suficiente. Há problemas sérios tanto na política macroeconômica quanto nos mal compreendidos ‘fatores microeconômicos’.No que se refere à questão macroeconômica, não há dúvida que a combinação atual das políticas fiscal, monetária e cambial está errada e resulta em baixo crescimento. Os gastos públicos estão na raiz da questão: sua contínua expansão compromete a eficiência da economia, pois, financiada por uma alta e crescente carga tributária, contribui para os juros altos e o câmbio valorizado. O resultado é a crescente asfixia do investimento privado. (…)
(…) O mundo certamente vai desacelerar em 2007, principalmente os Estados Unidos. A China tem galgado novos níveis de sofisticação industrial e está competindo com países intermediários, como o Brasil, em todos os mercados. Em 2007, não tenhamos dúvidas, tudo o que os chineses não venderem aos Estados Unidos será direcionado para mercados como o brasileiro. O vazamento da demanda interna para o exterior será então ainda maior.”
Para ler a íntegra, clique aqui
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