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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Petista Jaques Wagner defende subsecretário que atirou para conter invasão do MST, que integra o seu governo

Já escrevi aqui a respeito do tiro que o subsecretário de Segurança da Bahia, Ari Pereira, disparou dentro do prédio para conter uma invasão do MST e demonstrei em que medida o episódio evidencia a incompetência da gestão Jaques Wagner. Mas não é só isso. Também notei que, em outro governo qualquer, que fosse considerado “de […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h25 - Publicado em 12 set 2013, 00h11

escrevi aqui a respeito do tiro que o subsecretário de Segurança da Bahia, Ari Pereira, disparou dentro do prédio para conter uma invasão do MST e demonstrei em que medida o episódio evidencia a incompetência da gestão Jaques Wagner. Mas não é só isso. Também notei que, em outro governo qualquer, que fosse considerado “de direita” ou conservador, seria um Deus nos acuda. Como é coisa lá do petismo, as ditas “redes sociais” não dão muita bola. Pois bem. Leio agora na Folha que Wagner defendeu o subsecretário de maneira muito enfática. Reproduzo trecho. Volto em seguida.
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O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu nesta quarta-feira (11) um funcionário de primeiro escalão de sua gestão que usou arma de fogo para dispersar integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que protestavam em um prédio do governo, em Salvador. A atitude do subsecretário de Segurança Pública, Ari Pereira de Oliveira, foi considerada legítima por Wagner. “Não é razoável que a sede da Segurança Pública ou de qualquer outra secretaria seja invadida por uma porção de gente com foice, facão, enxada”, afirmou Wagner à rádio Tudo FM, da capital baiana.
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Para o governador, “as pessoas não podem confundir democracia com baderna”. “Pode ter sido um ato limite do subsecretário, mas foi um ato para impedir que algo muito pior acontecesse, que seria a ocupação da Secretaria de Segurança por completo”. O petista disse que o disparo foi “para intimidar e não se [deixar] concluir o processo de ocupação e invasão no prédio”. 
“Daqui a pouco, um integrante do movimento ia estar sentado na cadeira do secretário. Só me faltava essa”
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Voltei

Eu também acho que não se deve confundir democracia com baderna. Quem costuma fazer essa confusão são os petistas, não é mesmo? Quanto a haver um integrante do MST sentado em cadeira de secretário, já há!!! Trata-se Vera Lúcia da Cruz Barbosa, secretária de Políticas para as Mulheres. Ela é dirigente do MST, membro da Via Campesina e integrante da Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS). Wagner a fez secretária 210 dias depois de o movimento ter promovido uma longa invasão da Secretaria de Agricultura, em 2011. O governador, então, alimentava os invasores com 600 quilos de carne todos os dias. À época, até sugeri aos baianos pobres que o caminho mais curto entre eles e um bom bife era invadir um órgão público.

Wagner tem razão. Não pode virar bagunça, né?

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