Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

OS ESQUERDOPATAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ODEIAM AS MAIORIAS E A DEMOCRACIA. OU: A assembléia de 1,2% dos professores da USP

As coisas realmente são engraçadas. Na Folha Online, leio: “Professores da USP apóiam alunos, mas não aderem à greve”. Bem, seria mesmo impossível. Não há como uma categoria aderir à greve da outra. No máximo, pode também declarar a sua. Mais: o termo genérico “professores” tanto poderia ser uma referência ao conjunto dos docentes como […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h13 - Publicado em 10 nov 2011, 07h01

As coisas realmente são engraçadas.

Na Folha Online, leio: “Professores da USP apóiam alunos, mas não aderem à greve”. Bem, seria mesmo impossível. Não há como uma categoria aderir à greve da outra. No máximo, pode também declarar a sua. Mais: o termo genérico “professores” tanto poderia ser uma referência ao conjunto dos docentes como a um grupinho. Era um grupinho. Vamos continuar.

A reunião foi comandada pela Adusp, a Associação dos Docentes da USP, que é um aparelho do PT. O partido, por enquanto, sente cheiro de carne queimada. Como já informei aqui, está se preparando para fazer, no ano que vem, a “maior greve em 10 anos”, como dizem alguns deles. Por quê? Como disse outro, “a gente sempre encontra motivos”. Os porra-loucas da extrema esquerda resolveram invadir prédios, e a petezada agora acha que é hora de “desgastar o governador Geraldo Alckmin e o reitor João Grandino Rodas”. Huuunnn… A facção estudantil do partido votou a favor da paralisação.

Os professores que foram à assembléia sabem que não há clima pra isso, mas decidiram aderir à pauta agora abraçada pelo DCE, sob o comando do PSOL, que fez as pazes, por enquanto, com PCO, LER-QI, MNN e outras esquisitices.

E que pauta é essa?
– fim do convenio com a PM;
– a saída do reitor João Grandino Rodas;
– a não-punição dos baderneiros.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

A presidente da Adusp, Heloísa Borsari, certamente sem corar, afirma: “Queremos uma discussão democrática”. Democrática? Então vejam esta foto de Joel Silva, da Folhapress.

assembleia-da-aduspContando corpos e fragmentos, descontados dois cinegrafistas, há 64 pessoas na reunião. A USP conta com 5,200 professores. Então ficamos assim: os estudantes decretam “greve geral” na universidade com uma assembléia que reúne 2,2% dos alunos (segundo os próprios partidos de esquerda que comandam o babado), e os “mestres”, pedindo “discussão democrática”, apóiam a pauta do DCE com 1,2% da categoria presente. Aí grita um: “Essa foto não pega a sala inteira”. Digamos que só pegasse a metade — o que é improvável por causa da posição da mesa: seriam 2,4%.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Professores deveriam ter mais amor à verdade, à linguagem, à precisão das palavras. E a verdade é que a esmagadora maioria dos 89 mil alunos, dos 5.200 professores e dos 15 mil funcionários apóia a PM no campus. Se duvidam, por que não fazem um plebiscito colhendo o voto DE TODA A COMUNIDADE USPIANA? As três categorias têm números que identificam seus respectivos membros. Façam isso, com a devida auditoria externa. Tenham a coragem de enfrentar “a massa”!

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Mas não farão sob o argumento de que a maioria nem sempre está certa e de que “a questão é política, companheiro”. Traduzindo: “A gente não quer porque sabe o resultado”. De fato, na democracia e no estado de direito, a “maioria” NEM SEMPRE é critério de verdade ou mesmo de justiça. Mas só nas tiranias a maioria NUNCA é critério de verdade ou de justiça.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Os partidos de esquerda da USP fogem da maioria como o diabo foge da Cruz. Por isso, vivem criando mecanismos que garantem o poder dos grupelhos. Para eles, quanto menos gente aparecer em suas assembléias, melhor! Nessas horas, os inocentes sempre indagam: “Mas por que, então, a maioria silenciosa não aparece?” Porque não suporta ser manipulada por vigaristas e porque, não raro, têm mais o que fazer. Aquela assembléia estudantil que votou a favor da “desinvasão” do prédio administrativo da FFLCH levou CINCO HORAS!!! Mesmo assim, a canalha perdeu. Derrotada, resolveu invadir a Reitoria.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

PS: Eu, hein! Vendo a foto dos “professores” (são todos professores, certo?), eu me lembrei de um rockinho dos anos 80, cantado por Paula Toller, ainda hoje um espetáculo de se ver. Como era mesmo? “Tira essa bermuda/ que eu quero você sério/ Ôôôô…” Tio Rei tem certas ortodoxias. Não acha que bermuda condiciona o pensamento mesmo num ambiente acadêmico, mas não entende por que certo pensamento precisa se apresentar de bermuda, entendem?

Continua após a publicidade
Publicidade