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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O “road show” da corrupção

No Estadão desta terça, por José Maria Tomazela: “A Planam, empresa que fazia as operações para a máfia dos sanguessugas, montou um esquema de assédio aos prefeitos que mais parecia um bem organizado road show: a operação incluía convites para viagens com todas as despesas pagas, estandes com belas recepcionistas em congressos de municípios e […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h22 - Publicado em 1 ago 2006, 05h48
No Estadão desta terça, por José Maria Tomazela: “A Planam, empresa que fazia as operações para a máfia dos sanguessugas, montou um esquema de assédio aos prefeitos que mais parecia um bem organizado road show: a operação incluía convites para viagens com todas as despesas pagas, estandes com belas recepcionistas em congressos de municípios e até em festas de peão de boiadeiro. Por trás do espetáculo, os negócios: o objetivo era convencer as prefeituras a aderir à operação e comprar ambulâncias superfaturadas. Os detalhes sobre o assédio foram revelados ontem pelo ex-prefeito da cidade paulista de Itaporanga Pedro Ferraz (PSDB). Ele diz que passou a ser assediado em 2002, quando conheceu o representante da Planam Sinomar Martins Camargo, no congresso promovido pela Associação Paulista de Municípios (APM) em Serra Negra, interior paulista. (…) Segundo Ferraz, a proposta era feita de forma aberta: ‘A nota fiscal da prefeitura deveria incluir, além do valor do veículo, mais 20% da empresa, 10% para o deputado e outros 10% para o prefeito.’ O representante da Planam, contou ele ainda, tinha várias listas com nomes dos deputados ligados ao esquema. (…) O ex-prefeito foi a um evento em Brasília, ‘com tudo pago’ pela Planam. ‘Eles tinham um estande muito grande e havia prefeitos de vários Estados.’ Ferraz voltou a ter contato com Camargo em outro congresso de prefeitos. “Foi quando eu disse que já havia conseguido as ambulâncias por interferência do deputado Arnaldo Madeira, sem pagar nenhuma comissão.’ Ele não se lembra do valor exato, mas conta que saiu “muito mais barato”. Segundo Ferraz, o empresário ainda o ameaçou.” Clique aqui para ler mais
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