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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Não rolem de rir: Cúpula na Bahia, de Lula, discute uma “Alca” sem EUA e Canadá, mas Cuba

No Estadão:O governo Luiz Inácio Lula da Silva prepara sua última cartada para tentar consolidar o Brasil na condição de líder da América Latina. Sob seu comando, os 33 países da região se reúnem na quarta-feira, na Costa do Sauípe (na Bahia), para lançar um projeto de integração e um foro político dissociado dos EUA.Maturada […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h25 - Publicado em 14 dez 2008, 07h15
No Estadão:
O governo Luiz Inácio Lula da Silva prepara sua última cartada para tentar consolidar o Brasil na condição de líder da América Latina. Sob seu comando, os 33 países da região se reúnem na quarta-feira, na Costa do Sauípe (na Bahia), para lançar um projeto de integração e um foro político dissociado dos EUA.
Maturada lentamente desde o início do governo Lula, em 2003, essa versão redesenhada da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), processo de integração abortado em 2005 pela trinca Brasil-Argentina-Venezuela, dará um contorno à região muito diferente do imaginado por Washington.
Ela incluirá Cuba e excluirá o Canadá e os EUA – estrategicamente, a um mês da posse de seu futuro presidente, Barack Obama. A Cúpula da América Latina e Caribe (CALC) ocorrerá logo depois das reuniões de três outros foros regionais da região. Amanhã e terça-feira, o Mercosul tentará encontrar em sua reunião semestral uma possibilidade de recuperação após cinco anos de estagnação. O bloco deverá aprovar medidas que lhe dêem mais consistência – como a adoção de um Código Aduaneiro.
Ainda na terça-feira, ocorrerá a cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e uma sessão-relâmpago do Grupo do Rio (foro político que caiu em desuso há anos), para formalizar o ingresso de Cuba.
Por ordem do presidente Lula, as consultas oficiais aos outros 32 países sobre a organização do evento e a montagem do novo foro multilateral começaram em fevereiro. Mas essa iniciativa está no topo de uma estratégia calculada pelo Itamaraty, que começou com a negociação da Unasul, a partir de 2004, apesar da resistência do México, que acabou excluído até mesmo como observador.
A CALC, envolverá os 33 países da região e seus blocos regionais – Mercosul, Comunidade Andina (CAN), Sistema de Integração Centro-americano (Sica), Caricom, Associação Latino-americana de Integração (Aladi), Unasul e Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
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