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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Mais uma notícia dada por “Press”, o cão dócil que substituirá o ranheta Barney

Da Associated Press. Comento em seguida:A equipe de assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prepara uma proposta que permitira a centenas de presos suspeitos de terrorismo ingressarem nos Estados Unidos para enfrentar julgamentos civis. O plano o ajudaria cumprir sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo, mas poderia exigir a criação […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 22 fev 2017, 20h26 - Publicado em 10 nov 2008, 16h31
Da Associated Press. Comento em seguida:
A equipe de assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prepara uma proposta que permitira a centenas de presos suspeitos de terrorismo ingressarem nos Estados Unidos para enfrentar julgamentos civis. O plano o ajudaria cumprir sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo, mas poderia exigir a criação de um novo sistema de justiça.
Durante sua campanha presidencial, Obama qualificou Guantánamo como um “capítulo triste da História americana” e disse que o sistema judicial dos EUA é capaz de julgar os detentos. Mas o presidente eleito revelou poucos detalhes sobre o que planeja fazer após o fechamento da prisão.
Segundo os planos preparados pela equipe de Obama, alguns presos seriam liberados e muitos outros teriam julgamentos em cortes criminais americanas. Um terceiro grupo de detentos, aqueles cujos casos tem implicações em informações secretas, poderiam se apresentar em novas cortes, criadas especialmente para julgar casos de segurança nacional, de acordo com assessores democratas envolvidos nas conversas.
As fontes não puderam ser identificadas, porque os planos ainda se encontram em fase de desenvolvimento. A ação poderia representar uma mudança radical em relação ao governo do presidente George W. Bush, que estabeleceu tribunais militares para processar os presos somente na base naval de Cuba e se opôs firmemente a levar os réus para os EUA.
O rival de Obama na disputa à Casa Branca, o republicano John McCain, também havia prometido fechar a prisão, mas se opunha a realizar julgamentos nos fóruns criminais americanos.

Comento
Obama ainda nem assumiu, mas, como se vê, já está mudando o mundo: “Obama mudará 200 decretos de Bush; Obama levará presos de Guantánamo para os EUA; Obama vai dialogar com Ahmadinejad; Obama….”

Obama, pelo visto, fará tudo aquilo que Bush não fazia e que, diz-se, McCain não faria porque, vocês sabem, a América estava sob o domínio dos homens maus, do Lobo Mau. Agora virá o Chapeuzinho Vermelho “bronzeado”, como disse o tonto do Beslusconi, e tudo voltará a ser róseo na Casa Branca, a exemplo da era Clinton, não é?, enquanto a Al Qaeda preparava as suas ações; a Coréia do Norte, a sua bomba; o Afeganistão e o Paquistão, os seus radicais…

Qual será a resposta de Obama para os terroristas de Guantánamo? Levá-los para julgamento nos EUA significará, com raras exceções, dar-lhes a liberdade e as garantias de que gozam os cidadãos americanos. O novo presidente pode soltar na América os cachorros loucos. Porque a legislação do país, pensada para tempos de paz, prevê garantias que não compreendem a prática do terrorismo. É confortável pensar que há pobres inocentes em Guantánamo. Poucos se dão conta de que a grande maioria foi feita prisioneira no campo de batalha, servindo a milícias dedicadas ao terrorismo.

Ou Obama cria tribunais especiais nos EUA para julgar esses caras — e não é uma operação fácil, trivial — ou vai premiá-los com a liberdade. Essa é mais uma notícia que está na esfera de uma das mudanças havidas na América: Barney, o cão ranheta, cedeu seu lugar ao vira-lata “Press”, que está sempre abanando o rabo. Talvez “Press” considere que um tribunal de exceção em solo americano seja bem mais decente do que em Guantánamo.

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