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Reinaldo Azevedo

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Vazamento ajuda rede Al-Qaeda, dizem EUA

Por Denise Chrispim Marin, no Estadão: O Departamento de Estado qualificou de “irresponsável” a divulgação, pelo site Wikileaks, da lista de locais do mundo considerados estratégicos pelos Estados Unidos. Ao avaliar o impacto da ação, o porta-voz da diplomacia americana, Philip Crowley, afirmou que o WikiLeaks extrapolou seu objetivo de desafiar os EUA e transformou […]

Por Reinaldo Azevedo 7 dez 2010, 06h47 | Atualizado em 5 jun 2024, 12h39
Vazamento ajuda rede Al-Qaeda, dizem EUA Priorizar nos meus resultados Google

Por Denise Chrispim Marin, no Estadão:
O Departamento de Estado qualificou de “irresponsável” a divulgação, pelo site Wikileaks, da lista de locais do mundo considerados estratégicos pelos Estados Unidos. Ao avaliar o impacto da ação, o porta-voz da diplomacia americana, Philip Crowley, afirmou que o WikiLeaks extrapolou seu objetivo de desafiar os EUA e transformou pontos vitais para outros países em alvos de possíveis ataques da rede terrorista Al-Qaeda. “Isso é uma irresponsabilidade. Uma informação é classificada como secreta por uma boa razão, especialmente quando envolve infraestrutura que apoia nossa economia e a de outros países”, afirmou Crowley. “O que Julian Assange (fundador do WikiLeaks) divulgou equivale a uma lista de alvos que será de interesse de grupos como a Al-Qaeda”, completou.

O Departamento de Estado classifica o vazamento dos 251 mil telegramas diplomáticos pelo WikiLeaks como um “ato criminoso” de Assange, a quem se refere como um “anarquista”. Em sua reação, o governo americano vem insistindo que a divulgação desses textos pôs em risco as pessoas mencionadas – em boa parte, informantes da diplomacia americana – e as negociações em curso sobre temas de relevância regional ou mundial. Na mesma linha, o governo britânico condenou novamente ontem o vazamento pelo seu prejuízo à segurança nacional dos EUA. Para Moisés Naim, sócio sênior do Carneggie Endowment for Internacional Peace, o último vazamento do WikiLeaks não foi mais grave do que os anteriores. A lista de locais estratégicos para os EUA, seja do ponto de vista de infraestrutura como de fornecimento de minérios e medicamentos, não é uma novidade para especialistas na área internacional, ponderou ele. Além disso, qualquer país terá sua própria lista de recursos no exterior dos quais depende. Aqui

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