Tolices às pencas
Escrevi um post ontem afirmando que 44% dos eleitores que foram às urnas, que votaram na oposição, disseram um “não” a Lula. E expliquei por que fazia aquela afirmação. Tinha sido de sorte contundente, evidente, escancarada, a intromissão do presidente no processo eleitoral que não havia quem a ignorasse. Como foi ele próprio quem colocou […]
Escrevi um post ontem afirmando que 44% dos eleitores que foram às urnas, que votaram na oposição, disseram um “não” a Lula. E expliquei por que fazia aquela afirmação. Tinha sido de sorte contundente, evidente, escancarada, a intromissão do presidente no processo eleitoral que não havia quem a ignorasse. Como foi ele próprio quem colocou a eleição em termos plebiscitários, então recebeu um chega-pra-lá de quase metade de quem votou, embora tenha uma popularidade de 80% — segundo os pesquiseiros ao menos.
Bem, os tontos ignoraram as condições em que fiz aquela afirmação — que era, evidentemente, uma pequena provocação. O “não” ao Babalorixá só se deu por causa de sua saliência. Dizem ainda alguns que os 44% tinham muitos “lulistas”, que, não obstante, viam em Serra o melhor para tocar os projetos do presidente.
Bem, acho isso uma rematada tolice se dita por petista ou por tucano. É bem verdade que Serra não foi “anti-Lula” nessa campanha, mas Lula foi claramente “anti-Serra”. Logo, ainda que existam nesses 44% um ou outro que julgassem o tucano o melhor para tocar os programas de Lula — uma ilusão inicial errada do próprio marketing do PSDB —, trata-se certamente de um contingente inexpressivo.
Não é, não! Os 44% que Serra obteve nas urnas SÃO VOTOS DE OPOSIÇÃO. Oposição ao PT e a Lula também! E aquele que pretender suceder Dilma sem se opor a ela e a seu partido vai perder. Os eleitores gostam de oposição, acreditem! E ensinaram que aprovar Lula não quer dizer dar carta branca a Lula. Essa é a mais importante lição das urnas.







