Marina no PPS? Muito improvável.
Ainda que estejamos vivendo os tempos em que o improvável acontece com freqüência impressionante — por exemplo, ministros do Supremo tomam decisões contra a letra explícita da própria Constituição ou do Código Penal —, é absolutamente improvável que Marina Silva e sua turma, os marineiros,- migrem para o PPS. Marina é uma candidata em busca […]
Ainda que estejamos vivendo os tempos em que o improvável acontece com freqüência impressionante — por exemplo, ministros do Supremo tomam decisões contra a letra explícita da própria Constituição ou do Código Penal —, é absolutamente improvável que Marina Silva e sua turma, os marineiros,- migrem para o PPS.
Marina é uma candidata em busca de um partido; se migrar, leva junto os “marineiros”, cuja crença é uma soma do que dizem ONGs sediadas alhures mais alguns postulados de sua guia — são um tanto imprecisos, mas fazem um sucesso danado. O PV amarga hoje a experiência de ter abrigado essa entidade. A turma chegou para fazer do partido um mero membro do marinismo, não de Marina um membro do partido. E, como se viu, esse coletivo prefere travar a batalha fora da legenda, na imprensa, não dentro. É a tal “sociedade” em ação… O PPS poderia passar, no máximo, por um inchaço, não por um crescimento. Já tem em sua história a experiência Ciro Gomes, que não foi bem-sucedida.
Também há outras divergências importantes, como a questão do Código Florestal. O PPS compõe com o PV um bloquinho na Câmara, que foi desfeito momentaneamente. Enquanto os verdes encaminharam contra o texto de Aldo Rebelo (PC do B), o PPS encaminhou a favor.
Para onde vai Marina? Sei lá eu. Qualquer dos pequenos partidos que a abrigue desaparece. Huuummm… O PT anda com certa crise de identidade. Um retorno da Impoluta da Floresta para as hostes companheiras não é improvável, acho eu. Não seria a candidata em 2014, mas ela é jovem.





