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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Governo, mortes e movimentos sociais

Peço que vocês leiam com atenção o que segue e reflitam bastante. Pensem no contexto da notícia, na reação do governo, nos debates que estão em curso. Na madrugada, escreverei um texto para desentranhar, vamos dizer assim, a má consciência em meio à indignação. Será um post certamente delicado, mas importante. Este blog, como sabem, […]

Por Reinaldo Azevedo 27 Maio 2011, 23h25 | Atualizado em 31 jul 2020, 11h50

Peço que vocês leiam com atenção o que segue e reflitam bastante. Pensem no contexto da notícia, na reação do governo, nos debates que estão em curso. Na madrugada, escreverei um texto para desentranhar, vamos dizer assim, a má consciência em meio à indignação. Será um post certamente delicado, mas importante. Este blog, como sabem, não teme assuntos delicados. Além, por óbvio, de lamentar a morte de qualquer homem, pertençam eles ou não a “movimentos sociais”.

Na Folha Online
Ministros repudiam assassinato de ex-líder do MST

A ministra Maria do Rosário Nunes (Secretaria de Direitos Humanos) e o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) divulgaram nota conjunta em que repudiam o assassinato de Adelino Ramos, presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas. O ex-líder do MST foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.

Ele era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares. Em 2009, ele informou à Ouvidoria Agrária Nacional que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia, segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra).

“O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total repúdio e indignação. Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato”, afirmaram os dois ministros.

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Ainda de acordo com a nota, um levantamento conjunto da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional aponta que, desde 2001, já foram registrados 71 assassinatos em Rondônia motivados por questões agrárias. Mais de 90% dos casos ficaram sem punição.

Maria do Rosário e Gilberto Carvalho afirmaram que já entraram em contato com Polícia Civil, com o governador de Rondônia e com a Polícia Federal exigindo “a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como os possíveis mandantes”. Para eles, é necessária uma ação enérgica e exemplar. “Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade.”

De acordo com informações da Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia. O crime ocorreu por volta das 10h. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

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