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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Em tempos da Internacional do Terror, Brasil continua sem lei que puna o terrorismo

Na Constituição, o terrorismo é crime imprescritível e inafiançável, mas deve ser punido na forma da lei. Ocorre que inexiste a tal lei, e o governo petista se nega a votá-la. A razão é simples: para que se possa punir uma ação terrorista, é preciso caracterizar o que é terrorismo – e isso, acreditem, alcançaria […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h30 - Publicado em 12 out 2011, 21h02

Na Constituição, o terrorismo é crime imprescritível e inafiançável, mas deve ser punido na forma da lei. Ocorre que inexiste a tal lei, e o governo petista se nega a votá-la. A razão é simples: para que se possa punir uma ação terrorista, é preciso caracterizar o que é terrorismo – e isso, acreditem, alcançaria alguns ditos “movimentos sociais”, como o MST, por exemplo.

Assim, pessoas com notórias ligações com movimentos terroristas, como a Al Qaeda, por exemplo, já foram presas no Brasil e soltas em seguida porque não existe uma lei que possa puni-las.

Em abril deste ano, a VEJA publicou uma reportagem de 14 páginas, de autoria de Leonardo Coutinho, sobre a presença de células terroristas no Brasil. É claro que o Irã estava presente. Leiam um trecho:
(…)
Acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994, o iraniano Mohsen Rabbani é procurado pela Interpol, mas entra e sai do Brasil com freqüência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A última vez que isso ocorreu foi em setembro do ano passado. Quando a Interpol alertou a Polícia Federal para sua presença no Brasil, ele já tinha fugido. Mas não são apenas os laços familiares que trazem esse terrorista ao país. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou, pelo menos, duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, diz o procurador da República Alexandre Camanho de Assis, que coordena o Ministério Público em treze estados e no Distrito Federal.
(…)
Em 2009, o Jornal O Globo dava a seguinte notícia:
A Venezuela tornou-se uma base aliada do movimento xiita libanês Hezbollah, que pretende atacar países sul-americanos, inclusive o Brasil, publicou nesta quinta-feira o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, um dos principais periódicos do país. A publicação de Tel-Aviv, que cita uma fonte governamental do Estado israelense, afirma que, durante o governo do presidente Hugo Chávez, as relações com o grupo islâmico se estreitaram, de modo que existem até células do Hezbollah na Venezuela, pertencentes ao braço operativo da organização, usado para atentados no exterior e denominado “órgão de pesquisas especiais”. De acordo com o jornal, os serviços secretos israelenses acreditam que o movimento xiita esteja trabalhando para atacar alvos israelenses na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru.

Voltei
O Hezbollah é um satélite do Irã. Às vésperas de sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, o Brasil segue sendo uma das poucas, se não for a única, democracias do mundo que se negam sistematicamente a votar uma lei contra o terrorismo. Logo, passa a ser um território propício à ação desses humanistas… O Irã (leia post abaixo), como se viu, espalha seus tentáculos mundo afora. No Brasil, como informou a reportagem de VEJA, a canalha não encontra nenhuma dificuldade.

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