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CPMF 2: a proposta do governo para atrair o PSDB

Por Silvio Navarro e Valdo Cruz, na Folha:Correndo contra o relógio para tentar votar a CPMF (o chamado imposto do cheque) na terça-feira, no Senado, o governo apresentou ontem aos governadores tucanos uma nova proposta de negociação que prevê a ampliação da fatia do tributo destinada à Saúde nos próximos quatro anos. A nova cartada […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h06 - Publicado em 8 dez 2007, 06h17

Por Silvio Navarro e Valdo Cruz, na Folha:
Correndo contra o relógio para tentar votar a CPMF (o chamado imposto do cheque) na terça-feira, no Senado, o governo apresentou ontem aos governadores tucanos uma nova proposta de negociação que prevê a ampliação da fatia do tributo destinada à Saúde nos próximos quatro anos. A nova cartada da equipe econômica propõe aumentar o percentual atual de 0,20% da CPMF (relativos aos 0,38% cobrados sobre a movimentação financeira) destinados à Saúde para 0,30%. No caixa, isso significaria que as receitas para o setor subiriam de R$ 20 bilhões para R$ 30 bilhões. Quando iniciou as negociações com os tucanos, o governo já havia proposto que esse percentual subiria progressivamente: 0,24% no próximo ano, 0,25% em 2009, 0,26% em 2010 e 0,28% em 2011. Os tucanos, porém, rechaçaram. A estratégia do governo, costurada em parceria com os governadores tucanos, é tentar criar um discurso favorável à aprovação da continuidade da CPMF e passar a idéia de que o Planalto cedeu. Se funcionar, a avaliação é que metade da bancada aceitaria reabrir as negociações na última hora sob o argumento de que é preciso atender ao apelo dos governadores. Segundo um líder tucano, há clima de “forte constrangimento” em parte da bancada em negar sucessivamente os pedidos dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).
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