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APAGÃO DO LULA: EU SEI O QUE FAZER

O analfabetismo mais grave dos petralhas nem está naquele seu estoque de conhecimento entre o alfa e o beta… O seu analfabetismo mais grave é mesmo o moral. Mas é claro que incomoda a absoluta incapacidade desses caras de entender um texto, embora façam questão de opinar sobre todas as coisas. No post que escrevi […]

O analfabetismo mais grave dos petralhas nem está naquele seu estoque de conhecimento entre o alfa e o beta… O seu analfabetismo mais grave é mesmo o moral. Mas é claro que incomoda a absoluta incapacidade desses caras de entender um texto, embora façam questão de opinar sobre todas as coisas. No post que escrevi na madrugada passada sobre o apagão, com 437 comentários até agora, afirmei que a culpa era de Lula. Quem reler o texto vai perceber que há lá uma abordagem um tanto irônica. E petralha só entende ironia com nota de rodapé.

Já que Lula, escrevi, vive chamando para si todos os méritos, sejam ou não seus, cumpre, por isonomia, que assuma também os problemas. E até brinquei: espinhela caída, unha encravada ou refugada do Baloubet du Rouet, tudo é culpa do governo. Não era exatamente isso o que os petistas faziam quando estavam na oposição? Culparam FHC até pela crise asiática… Quando o problema estoura, ou apaga, no seu quintal, aí temos um festival de desconversa. Ok, era uma ironia. Mas agora não é mais: o país apagou por culpa do governo, sim. Até agora, nota-se, ele está na mais absoluta escuridão técnica. Até agora, os valentes não sabem por que o Brasil parou. E a explicação do nosso Edison prova por que ele é o Lobão, e não o Thomas…

Se eles não sabem por que aconteceu, quer dizer que pode acontecer de novo! Lobão soltou um “Queira Deus que não”. É claro que Deus não quer, embora não se meta nessas coisas. Deixa para os homens o que cabe aos homens resolver. Imaginem… O mau tempo em Itaberá, no interior de São Paulo, teria provocado apagões do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, do Acre à Bahia, passando pelo Mato Grosso, deixando totalmente às escuras São Paulo e Rio, num total de 18 estados. Então estamos fritos. O Brasil estaria mais seguro se tivesse sido vítima de uma sabotagem, ainda que de hackers. Afinal, contra a sabotagem, podem-se usar investigação e repressão. Mas como negociar com as forças da natureza?

Não sou apenas eu que estou desconfiando das explicações do nosso Edison, o Lobão. Há especialistas afirmando que elas são muito pouco iluminadas. A exemplo deste escriba, torcem para que ele esteja apenas falando por falar; porque, afinal, tem de dizer alguma coisa. Ou o país é muito mais vulnerável do que pensávamos. Digamos que Lula tivesse herdado, na área, o caos que ele alardeia — vocês sabem: antes dele, não existia país… Em sete anos, não se conseguiu criar um sistema que não dependa dos humores de Zeus? Ora… Então estamos diante de um caso espantoso de incompetência mesmo, não é?

Mas Edison, o que não é Thomas, não se deu por achado. Vinte horas depois do ocorrido, voltara à sua opinião inicial — tudo teria sido culpa de uns raiozinhos — e ainda anunciou com  orgulho que o Brasil era modelo para o mundo. O sistema interligado brasileiro certamente é inteligente quando uma rede dá suporte a outra em caso de pane, mas não se pensava que pudesse acontecer o contrário, não é? Que a soma virasse subtração.  Lobão tentou nos fazer crer que 18 estados ficaram parcial ou totalmente apagados porque o nosso modelo é muito moderno e competente. Uau!

Lógica do Lobão: quando chegarmos a 100% de modernidade e competência, vamos conseguir apagar, então, o Brasil inteiro!

O mega-apagão brasileiro foi notícia no mundo inteiro. Especialmente porque vêm por aí uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Problema de geração não é; problema de transmissão não é; então é… um raio!!! Resultado: Lula vai ter de negociar pessoalmente com as forças da natureza. Ontem, ao falar a jornalistas, o homem se mostrou, de modo inédito, todo cheio de dedos… Não iria falar sobre aquilo que ainda não sabia etc e tal… Preferia aguardar mais informações, e a costumeira loquacidade deu lugar ao silêncio.

Eu aprendi algumas rezas contra a chuva. Duvido que Lobão as conheça. Quando nuvens negras se adensam no céu, basta queimar palma benta do Domingo de Ramos numa bacia, mas tem de ser em cima do telhado… Funciona? Bem, lembro-me de que, às vezes, as nuvens iam embora, e a gente atribuía o fato às palmas queimadas, mas acontecia também de o céu desabar,  como se houvesse recusado a nossa oferta. Sei lá… Vai que Deus estivesse passadista naquele dia e exigisse um cordeiro…

Se Lobão quiser, passo a cuidar do tempo pra ele. O sistema não ficará nem mais nem menos seguro do que é hoje, mas a gente terá, ao menos, a sensação de que está fazendo alguma coisa.

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