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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A velha revolução jovem

Num país em que a esculhambação é a regra, defender as instituições e o império da lei é que é revolucionário

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 23h32 - Publicado em 16 fev 2016, 07h55

Leia trechos da coluna de Kim Kataguiri na Folha:
Vez ou outra, um esquerdista, geralmente mais velho do que eu, pergunta-me algo assim: “Como você pode ser tão jovem e defender ideias tão retrógradas?”. Ou: “Que mudança você quer ao defender as instituições? Por que não uma revolução?”. Ou ainda: “Que rebeldia é essa que propõe ‘o império da lei’?”.

É fato que a juventude costuma ser protagonista de mudanças relevantes ao se rebelar contra os pais, contra o sistema, contra os costumes… É estranho ouvir um jovem falar em “fortalecimento das instituições” ou “império da lei”? Soa conformista? Para definir o que é conformismo ou a defesa do status quo, primeiro precisamos entender a forma que o establishment assumiu no Brasil.

Há mais de 13 anos, somos governados por um partido que não respeita as instituições. A natureza do mensalão e do petrolão mostra que, para o PT, a corrupção é uma norma e uma forma de governo. Grandes obras ou mudanças legais não foram levadas a efeito em razão de um bom diálogo com o Congresso ou de uma relação republicana com a iniciativa privada. Tanto a engrenagem da aprovação de leis como a da construção de obras foram lubrificadas pela propina.
(…)
Corrupção institucionalizada, Congresso comprado, empresários vendidos, movimentos sociais que são instrumentos de um partido, sindicatos cooptados que fornecem quadros para a gestão do Estado, atentados contra a tripartição do Poder, terrorismo tratado como questão democrática e “estudantes rebeldes” que protestam a favor… Não será este o rosto cuspido e escarrado do pior establishment?
(…)
Na verdade, já passou da hora de nos rebelarmos contra esse establishment. Não é preciso ser jovem para isso. É preciso ter uma dignidade que não se vende nem se compra.

Num país em que a esculhambação é a regra, defender as instituições e o império da lei é que é revolucionário.
Leia a íntegra aqui

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