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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A estranha história do avião venezuelano que pousou no Brasil

Por Fabiano Maisonnave e Matheus Pichonelli, na Folha:A Aeronáutica brasileira não inspecionou o avião militar venezuelano que anteontem fez um pouso de emergência em Rio Branco (AC). Segundo a Folha apurou, uma inspeção militar planejada no Hércules C-130 foi suspensa. Foi feita apenas vistoria da Polícia Federal, que é civil. Relato obtido pela Folha logo […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h06 - Publicado em 8 dez 2007, 06h07

Por Fabiano Maisonnave e Matheus Pichonelli, na Folha:
A Aeronáutica brasileira não inspecionou o avião militar venezuelano que anteontem fez um pouso de emergência em Rio Branco (AC). Segundo a Folha apurou, uma inspeção militar planejada no Hércules C-130 foi suspensa. Foi feita apenas vistoria da Polícia Federal, que é civil. Relato obtido pela Folha logo após a aterrissagem, por volta das 14h30 locais, afirma que a Aeronáutica decidiu realizar uma inspeção no Hércules. No entanto, a operação foi cancelada cerca de uma hora depois por “ordem superior”. O avião levantou vôo por volta das 3h de ontem, rumo à Venezuela.

A Aeronáutica, via assessoria, nega essa versão e informa que não realizou nenhuma espécie de vistoria por se tratar de aeronave militar, autorizada, de país reconhecido e em situação de paz. No direito internacional, o avião é considerado solo-pátrio do país de origem, e devem ser seguidos somente protocolos normais. A lei brasileira prevê que todas as aeronaves militares ou oficiais estrangeiras que sobrevoem ou realizem escalas em território nacional solicitem um Avoem (Autorização de Vôo do Estado Maior da Aeronáutica). Cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aval final. No Avoem, é preciso especificar o motivo da missão e identificar carga e passageiros. A Polícia Federal afirma que realizou as inspeções normais e identificou 35 passageiros na aeronave: 33 militares venezuelanos e dois civis. Além da bagagem de mão, portavam armas de uso pessoal.
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