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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

“Quem você pensa que é?”

Ah, este comentário petralha é uma delícia. Segue em vermelho. Aliás, o que começou a chegar de ofensa porque critiquei Dallari… Vamos lá. Volto em seguida: A diferença:Dalmo de Abreu Dallari é professor titular e orientador de pós-graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). É vice-presidente da Comissão Internacional de Juristas, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h24 - Publicado em 8 jun 2007, 19h53
Ah, este comentário petralha é uma delícia. Segue em vermelho. Aliás, o que começou a chegar de ofensa porque critiquei Dallari… Vamos lá. Volto em seguida:

A diferença:
Dalmo de Abreu Dallari é professor titular e orientador de pós-graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). É vice-presidente da Comissão Internacional de Juristas, organização não-governamental com estatuto consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU). É professor visitante da Universidade de Paris XI Nanterre e integrante do Advisory Committee do Brazil Center – Universidade do Texas. Também atua como vice-coordenador da Cátedra Unesco/USP de Direitos Humanos
E Rei…
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Entendi a frustração

Voltei
Rá, rá, rá. Outra tara esquerdopata é usar titulações para justificar a estupidez, numa inversão completa da lógica. Por que inversão? A boa formação deveria conferir ao sujeito uma argumentação mais refinada. Manejada por esquerdistas, acontece o contrário: querem usar a carreira para não se explicar, para flertar com o absurdo. Dallari é tudo isso e é incapaz de dizer num texto que o combinado, numa democracia, é o respeito às leis e às decisões judiciais? Tem tanta especialização e é incapaz de reconhecer num artigo que a lei que ele critica, que considera monstruosa, foi uma proposição de seu próprio partido? Tanto título para ser um covarde intelectual? Um omisso diante das tentações autoritárias do governo Lula? Usa o galardão para se esconder?

Eu respeito competências. Quem convive comigo sabe disso. Mas não me intimido. Nem diante de especialistas em furacões. Nem diante daqueles que sabem o que vai acontecer com o planeta daqui a 800 anos. Nem diante daqueles que juram que vai fazer frio depois de amanhã. Já disse: sou sempre lógico. Se tenho algum segredo, é este.

Os meus títulos? Nenhum! E, no entanto, como sabem, se acordo invocado, corrijo até o tradutor do Vaticano. E ainda ganho a parada. Às vezes, perco também. É do jogo. O trololó dallariano só não elege a justiça como foro adequado para eventuais divergências jurídicas. Ele, que não é idiota, sabe disso. Tanto sabe, que omite a questão em seu artigo. Mas conta com os engraxates para lhe lustrar as botinas, enquanto ele lustra as de Lula.

Na escala das coisas saborosas, está entre as melhores fazer picadinho desses figurões enfatuados, que brilham no vasto deserto da ignorância militante brasileira. A dita filósofa Olgária Matos, a camelô da Escola de Frankfurt, não disse há dias que a ocupação da USP, mesmo ilegal e ilegítima, ainda ensina alguma coisa? A sorte dessa gente é que o comunismo foi derrotado no Brasil. Ou o seu destino certo seria o campo de trabalhos forçados. Não serviria nem mesmo para integrar a burocracia do estado. Ou esses caras dizem qual é a referência teórica que embasa as suas opiniões ou continuarão a ser tratados aqui como trapaceiros intelectuais. Sim, por mim, este pobre nada que tanto irrita os petralhas.

Sou a “direita que urra”, como eles dizem? Pode ser. A metáfora supõe algum ato de resistência e inconformismo. Melhor do que ser a esquerda que baba naquilo, com os joelhos escalavrados pelo vício da genuflexão. Alguns nem precisam se ajoelhar: têm dimensão física e moral para fazer em pé o trabalho. Vai encarar, hehe?
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