Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Vídeo: sessão virtual do TCU tem palavrão e muito constrangimento

Servidor do tribunal não percebeu que estava com o microfone aberto ao criticar duramente a futura presidente da Corte, ministra Ana Arraes

Por Robson Bonin Atualizado em 29 jul 2020, 12h57 - Publicado em 28 jul 2020, 22h22

Próxima presidente do Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes viveu nesta terça momentos de constrangimento na condução da sessão virtual da Segunda Câmara do Tribunal.

Durante a reunião, a ministra aparentemente se confunde sobre a posição do procurador Lucas Furtado — entendeu que ele havia pedido vista, quando, na verdade, seguiu o relator –, o que irritou o chefe de gabinete do integrante do MP junto ao tribunal.

Sem perceber que o microfone estava aberto para que todos os ministros ouvissem, o servidor esbravejou contra a ministra. “Não pediu vistas, porra!”

Ao ouvir a fala, Ana Arraes chega a se assustar. O servidor, no entanto, segue o falatório: “A mulher é louca. Ele não pediu vista. Rapaz do céu. A ministra Ana Arraes vai ser o caos na presidência do TCU!”

Os ministros, desnorteados com a grosseria, resolveram mandar o caso para a corregedoria do tribunal. E quem comanda a corregedoria? Ana Arraes.

Em tempo, não é a primeira vez que uma sessão do TCU vira notícia por fatos distantes do protocolo. Outro dia, o ministro Raimundo Carreiro atirou longe o celular, quando o aparelho tocou no meio do voto.

ATUALIZAÇÃO, 12h50 — A assessoria do TCU envia o seguinte esclarecimento sobre o episódio: “Por decisão da Segunda Câmara, será instaurado processo para apuração dos fatos. Pelas normas regimentais, o ministro Walton Alencar, decano da Casa, conduzirá a apuração e ela deve seguir os ritos processuais próprios da Corregedoria. Necessário, ainda, esclarecer que não houve equívoco por parte da ministra Ana Arraes na condução da sessão, pois de fato houve o pedido de vista do subprocurador Lucas Rocha Furtado”.

Continua após a publicidade
Publicidade